O que fizeram com a coxinha?

Atualmente, com esse caldeirão de política cheio até a tampa, fervendo e quase entornando, tenho notado uma série de inversões de valores. “Amigo”, agora é inimigo. “Mocinho”, hoje é bandido. Sobrou até mesmo para o nome “coxinha”.

Frequentemente, o termo tem sido aplicado a quem não é a favor do governo, hoje administrado por uma representante do PT. “Você é um coxinha!”; “Não vai ter golpe, seus coxinhas!”. Vejam só! Logo a coxinha, que deve ser um dos salgados mais democráticos que existem neste país! Olhem só porquê:

Receita de Coxinha:

2 xícaras (chá) de leite
2 tabletes de caldo de bacon ou costela
1/2 xícara (chá) de batata cozida e amassada
1 colher (sopa) de manteiga
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
margarina para untar a forma

PARA EMPANAR:
farinha de rosca
2 ovos batidos
óleo para fritar

RECHEIO:
1 e 1/2 kg de frango
3 colheres de requeijão cremoso
2 colheres de azeite
1 cebola pequena
2 dentes de alho
tempero a gosto

(Fonte: site Tudo Gostoso)

Quando a receita pede leite, é LEITE, e não um líquido leitoso ordenhado das vacas criadas na Nova Zelândia. Quando cita “frango”, é FRANGO, e não uma ave vinda dos cafundós da Europa. Portanto, todos os ingredientes da receita acima, além de estarem disponíveis em qualquer mercearia de esquina, também fazem parte da cesta de consumo dos brasileiros. Não é algo novo, peculiar.

Sem contar que, independente de qual seja o lugar, se é um supermercado localizado na área mais nobre de uma cidade, ou uma simples birosca numa região mais pobre, a coxinha esta lá, com vários recheios, tamanhos, mas com o mesmo formato.

Tem algo mais democrático que isso? Um lanche que pode ser apreciado tanto pelo rico, quanto pelo pobre? Então, peço encarecidamente: parem de usar a palavra coxinha como algo ruim! Ela é do povo, do brasileiro e, quiçá, do mundo!