Palavras Vomitadas
De vez em quando as palavras apenas saem. Num desses dias, esse texto saiu.
Cá estou aqui novamente. Vomitando palavras que surgem na minha mente na mesma velocidade que desaparecem. E isso é totalmente natural. Somos mentes inquietas que sempre procuram respostas em tudo que vemos no nosso dia a dia. Cada palavra. Cada frase. Cada parágrafo. Cada conversa. Somos levados sempre a viverem aquilo que nos dizem que devemos fazer, nunca o que queremos. E quando queremos muito e insistimos naquilo, o destino trata de colocar uma barreira gigantesca para que possamos provar que é realmente aquilo que queremos.
Palavras vomitadas, palavras que surgem. É assim que eu me sinto contigo. Não preciso usar frases prontas, não preciso usar palavras que se adequam melhor para o contexto. Eu realmente vou enxergando coisas e demonstro interesse. É uma simples responsabilidade afetiva. Olha, eu não sei se nós avançaremos para além dos beijos que trocamos, mas saiba que você me deu algo que nunca mais achei que poderia ver novamente: a naturalidade. Aquela que vive nos olhares, nas palavras, nos gestos. Eu confesso que você me intimida, porém isso quer dizer algo bom. A intimidação me provoca a me aprofundar mais nas nuances que existem na sua vida, nas diversas camadas que existem dentro de você. Cada conversa contigo é uma viagem ao desconhecido. E eu fico cada vez mais encantado com isso. E olha, se cada vez que uma ideia trocada for realmente uma viagem como essa, eu sinceramente compraria essa passagem todos os dias.
