A chuva caia mais forte que se costume, era terça e o ar acabara de se tornar tão melancólico que esta que tu lê foi escrita. Ela dizia nesse dia que não suportava coisas que fazia e como eu poderia lidar com essa hipocrisia benigna que todo ser humano tem, com isso que é inerente à condição de ser vivente social que acaba adquirindo sequelas desse mundo sujo? A sujeira se espalhou e o barro que a chuva deixou fez com que nós deixássemos as vidas um do outro. Coração, quando viu, já não era mais nada daquilo, não haviam mais beijos e nem toques, éramos aquele casal que se deixa sufocar pelos anos, no entanto os defeitos sem conversas nos sufocaram.

“Que merda!”

Disseram os cupidos quando nos olharam. Só que eles nem existem, meu bem, eles nem existem, igualzinho ao nosso… amor.