Afinal, perguntar ofende?

Recentemente deixei esta provocação. Na altura tinha já uma resposta para dar à interrogação que lá deixei mas preferi construi-la em conjunto com quem quisesse deixar os seus comentários.

Confesso que também o fiz desta forma para dar uso aos comentários deste blogue, para promover a participação, para que não seja uma comunicação apenas num sentido. Cá está um exemplo das intenções escondidas numa pergunta! Por outro lado, fica também evidente o potencial criador que elas comportam. Obrigado a todos pelas vossas enriquecedoras participações.

Vamos então à resposta, primeiro a que tinha e a que me ajudaram a construir.

Na altura pensei que não é a pergunta que ofende, é a resposta, ou a sua ideia, que tornará uma pergunta ofensiva.

Mesmo a pergunta mais “suja”, mais carregada com intenção provocadora, se encontrar um interlocutor que não se ofenda com a resposta a dar perderá o seu potencial ofensivo (esta agora soou como se viesse de um comentador de futebol…). Esta ideia é claramente insuficiente e demasiado simplista.

Tenho poucas dúvidas que a pergunta pode ser utilizada como uma forma encapotada de emitir juízos e opiniões. Colocar um ponto de interrogação no final da frase não é suficiente.

As perguntas deverão servir, pelo menos, três propósitos de base:

  • Obter informação que não se possui;
  • Reflectir sobre o que se sabe e/ou o que não se sabe;
  • Abrir “portas”, possibilidades por explorar;

Para quê perguntar se as três condições acima estão cumpridas?

Há outras formas de passar a mensagem, bem mais eficazes e menos indutoras de equívocos.

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