Mais uma descoberta da paternidade

Ao reler o último texto que escrevi, já depois de publicado aqui, surgiu-me outra ideia. Serei breve.

Ser pai é simultaneamente apurar e lutar contra os instintos. Como referi no anterior texto, muitas das perguntas se vão respondendo espontaneamente, instintivamente.

Por outro lado, os filhos põe-nos à prova constantemente. Levam-nos a contactar com as nossas mais nobres virtudes e capacidades e também com as mais secretas, por vezes até para nós próprios, dificuldades. Quando nos desafiam, quando fazem algo que abala os nossos valores mais enraizados, quando preferem o pai, ou a mãe, a escola, o brinquedo em detrimento da nossa companhia… Em situações como estas, de forma instintiva podemos reagir, com grande probabilidade, desadequadamente.

Por isto, para se ser bom pai, ser boa mãe, se é que tais coisas existem desta forma generalizada, há que estar atento ao que de melhor e ao que de pior em nós desperta. Ambas as dimensões nos serão muito úteis para a vida e serão fundamentais para a vida dos nossos filhos.

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