Olá, Eduardo.
Obrigado pelo seu comentário.
A minha resenha tem por base somente os sete filmes que compõem a “saga” Star Wars. Os filmes não foram feitos tendo um livro como base, então, não há como recorrer à fonte em busca de informações que não aparecem na telona.
O “universo expandido” de Star Wars somente pode ser considerado quando atua como um “spin off”, ou seja outras estórias a partir da original sem recontá-la (e modificá-la). Considerar as diversas estórias e teorias periféricas aos filmes, renderia alguns (muitos) livros. 😄😅
Os stormtroopers são clones criados a partir de Jango Fett, conforme definido no Episódio II. A única referência às “guerras clônicas” no Episódio IV foi feita por Ben Kenobi de forma bastante vaga.
Entendo que as modificações (e expansões) da estória original (os 6 filmes) são tentativas (naturais face às circunstâncias) de cobrir furos nessas estórias.
A primeira trilogia inspirou reflexões e emoções relacionadas à jornada do herói. O universo estendido foi usado para ampliar o mergulho na saga. Ao contrário da primeira, a segunda trilogia tinha tantos furos que o universo expandido foi usado para dar explicações convincentes aos fãs.
Com o Episódio VII, há um grande potencial para a criação de um universo expandido muito maior que os pioneiros (que devem morrer). Isso pode significar uma “jogada de marketing”, e a sua aprovação por fãs do “Despertar da Força” revela uma adesão cínica aos planos comerciais da Disney. Tratarei mais disso em um futuro artigo sobre a tipologia (ou seria uma taxonomia) dos fãs de Star Wars.
Também li alguma coisa sobre Finn. Teorias associando Finn a um treinamento no manejo com espadas ou ao seu suposto “sangue Jedi” revelam tentativas desesperadas de dar sentido a uma estória inconsistente.
São tentativas de fãs que ainda não perceberam que estão em extinção. Serão “mortos” pelo vendaval fragmentário do Episódio VII. Abandonarão, magoados, o universo Star Wars até então construído e ficarão lambendo as feridas em silêncio ou em fóruns “vintage”. 😆
A outra alternativa é deixar-se seduzir pelo lado negro da Força e aderir ao cinismo insinuado pelo Episódio VII. Assistirão às sequências como se estivessem assistindo a uma série de TV que se estende indefinidamente por temporadas intermináveis. Ou como às onipresentes telenovelas.
Os manda-chuvas da Disney, descaradamente, usam táticas conhecidas por marqueteiros desonestos há décadas: colocam um produto cheio de problemas no mercado; coletam críticas dos primeiros consumidores e lançam outros produtos para corrigir problemas criados por eles mesmos.
Você já viu isso acontecer antes? 😬😆
Os poderes com o uso da Força em Rey renderia um comentário maior ainda.
Como eu disse no artigo, a manifestação da Força em Rey, como foi mostrada no Episódio VII, transforma a Força em “magia”.
Definitivamente, é difícil a vida de um Fã Clássico.
Um grande abraço!