O problema das “startups”

Você já teve uma puta ideia bacana pra um aplicativo?

Uma ideia sensacional que você só não realizou porque não tinha dinheiro?

Então meu chapa, volta a fita. Esse começo de ideia seu não serve pra nada.

E já te explico o por quê.

Quando o criador do Instagram idealizou o app, ele tinha várias funcionalidades que foram REMOVIDAS. Isso mesmo, REMOVIDAS. A princípio ele seria muito mais parecido com o Facebook do que é hoje. Pra ele chegar no conceito “foto com filtro” foi uma longa jornada. E quando esse conceito genial que mudou a nossa vida foi encontrado, o trabalho não parou por aí não. Ainda existia nome e identidade visual pra criar. E também não foi aí que parou. Tinha que programar o app.

Você acha que programar era só questão de pagar um lanche pra um programador durante uma semana, né?

Mas foram mais de SEIS MESES melhorando o código até o app se tornar a ferramenta ágil, simples e livre de bugs como a conhecemos hoje. Todo esse trabalho feito por gente dedicada, empenhada. Não sei ao certo quantas pessoas trabalharam nessa fase, mas sei que haviam patrocínios e que quem programou, ou eram os dois criadores, ou foi muito bem pago.

Por quê eu, que não sou programador, não sou empreendedor nem nada, me dei ao trabalho de escrever esse texto?

Porque eu tenho a nítida impressão de que essa geração de empreendedores e startups que a gente vê por aí está tão iludida pelos sonhos bilionários que acha que o caminho é fácil, simples e rápido. Inclusive essas pessoas costumam achar que vão encontrar mão de obra barata pra realizar os sonhos deles.

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