Estar sozinho: ou sobre a solidão nos tornar mais saudáveis para os outros
“Ando só, pois só eu sei…”
Sim, claro! evidente que cada uma sabe a dor e a delícia de ser quem se é, mas, por outro lado, nenhum homem é uma ilha. Dessa forma, a solidão representa um papel importante para a vida social. Se o barulho da multidão aumenta as chances de uma interpretação falha, e, se é no “não” que se descobre de verdade, talvez a via mais confiável para o auto-conhecimento seja mesmo a solidão. Através dela se evita o som exagerada das vozes na sua cabeça e quem sabe dessa forma cada possa se enviesar um pouco mais do que realmente pensa acerca do que todo mundo pensa.
Por fim, não existe uma regra geral complementarista para todos os casos nesse universo, afinal de contas, 7 bilhões de pessoas e talvez não existam duas cabeças que funcionem igual (embora algumas podem ser realmente muito parecidas, ou moldadas para assim o serem). Mas, inegavelmente, ao conhecer-se melhor a si mesmo, talvez seja possível ser mais honesto com os outros, ou usar máscaras mais apropriadas.