Quem somos, de onde viemos, para onde vamos e … o que será de nós?

Criacionismo x Evolucionismo

Há muitas versões sobre a origem da humanidade. E falo só da humanidade do planeta Terra, para não complicar e estender demais o assunto. Duas delas são largamente mais conhecidas do grande e imenso público. As demais são conhecidas por uma ínfima quantidade de pessoas ligadas ao esoterismo, à espiritualidade e à ovniologia.

Diz a Bíblia que o homem foi feito do barro. Depois de concluído a sua obra, o Criador assoprou nas narinas do homem de barro e deu-lhe o “Ânima”, a Alma e o Espírito. (sobre a diferença entre Alma e Espírito, esse assunto fica para outra postagem). Após ter sido transformado em corpo de carne e ter recebido o fluído vital, o sangue, foi-lhe retirada uma costela para fazer a sua contraparte feminina, a mulher.

Charles Darwin disse que o homem veio do macaco, num processo contínuo de evolução das espécies. Em síntese, somos todos primatas.

Por causa dessas duas correntes, aceitas de um lado pelas religiões e de outro pela Ciência, há um debate longe de um acordo entre as partes sobre se nossa existência é Criacionista, ou, Evolucionista. Há movimentos entre educadores e políticos ligados a igrejas de muitos países, onde ainda se tenta definir, por leis federais, qual das duas versões prevalecerá no ensino escolar. Em muitos estados estadunidenses, a versão Criacionista é obrigatória no ensino fundamental de suas crianças.

Como em muitos assuntos filosóficos, a solução pode ser encontrada fora dessa simples dicotomia, esse assunto tem também e merecidamente, uma terceira via. Entram para o debate os espíritas (kardecistas), os esotéricos (espiritualistas) e os exotéricos (ufológicos).

Se a discussão entre religiosos e darwinistas já é complicada, com a entrada de novas teorias esotéricas e exotéricas, o assunto ganha profundidade infinita, longe de alcançar consenso. Ao mesmo tempo em que se torna mais instigante e desafiadora.

O salto quântico

Ainda sem entrar nos campos esotéricos e exotéricos, podemos citar pesquisadores científicos independentes que nos contam outras teorias, que vão ao encontro dessas. A corrente mais cultuada atualmente é a de Zecharia Sitchin, autor de 14 livros sobre o tema. Entre os seus livros, destacam-se “O 12º. Planeta”, “O Código Cósmico”, “Guerras entre homens e deuses”, “O livro perdido de Enki”, entre outros. Neles, ele nos “prova” que o homem sapiens-sapiens teve um salto quântico na evolução proposta por Darwin, daí o fato de até hoje a Ciência não ter encontrado o chamado “Elo Perdido” na linha da evolução humana. Segundo Sitchin, seres extraterrestres criaram o homo sapiens-sapiens a partir de um cruzamento genético do DNA de hominídeos (homo erectus) com o DNA de gigantes de Nibiru, o 12º. Planeta que possui uma gravitação binária, cuja órbita penetra o nosso sistema solar a cada 3.600 anos terrestres.

Enfim, considerando as teorias de Sitchin, podemos concluir que ele faz uma boa costura entre o Criacionismo bíblico com a Evolução científica, ou seja, já existia um ser humano na face da terra, embora um ser rudimentar e não evoluído social e tecnologicamente.

Xerãs, terráqueos e seres estelares

Grupos esotéricos e espiritualistas de diversas correntes afirmam que a humanidade é toda ela extraterrestre, tendo origem de diversas raças estelares, não apenas da Via Láctea, como de outras galáxias.

Os espíritas kardecistas não chegam a tanto. Dizem que já existia uma raça autóctone na terra, mas que houve um salto quântico com a chegada de espíritos exilados de Capela, um sistema solar distante 46 anos-luz da terra. Divergindo nas datas e nos relatos dos acontecimentos, espíritas e Zecharia Sitchin concordam num ponto. O salto quântico da evolução humana ocorreu na Mesopotâmia, primeiro entre os sumérios, inventores da roda, desenvolvedores da agricultura, das edificações urbanas e dos exércitos. Depois se espalhando para a Caldéia, Babilônia, Fenícia, etc.

Já outras correntes, exotéricas principalmente, afirmam que todas as raças humanas existentes na terra são de origem extraterrestre. Uma delas chega a numerar dezesseis origens de planetárias, a maior parte (64%) vinda da nossa vizinha galáxia de Andrômeda.

Segundo essa corrente exotérica (ufológica), haverá o dia em que deveremos voltar pra casa, a nossa casa estelar e planetária, quando a atual humanidade fechar o seu ciclo, como já aconteceu com as civilizações que nos precederam: Hiperbórea, Lemúria e Atlântida.

Quando chegar aquele dia (Juízo Final bíblico), haverá um processo de duas opções: a primeira será a de expurgo de todas as almas que não evoluíram no amor ao próximo, lição máxima ensinada por todas as correntes filosóficas e religiosas. Para estes, o exílio será em outro planeta, no início da evolução humana, como um dia foi a terra com a chegada dos capelinos. Será o equivalente à “separação do joio e do trigo” relatado nos livros sagrados.

A segunda opção é de livre escolha para os remanescentes (o trigo). Estes terão a opção de voltar ao planeta de origem, ou outro em nível equivalente de evolução espiritual, social e tecnológica ao seu planeta natal. Ou, permanecer na terra, já que nosso planeta experimentará igualmente um salto quântico planetário, deixando de ser um planeta de expiação, para se tornar um planeta de 5ª. dimensão.

Emprestando um termo vocabular dessa corrente ufológica, os que optarem em ficar na terra, perderão o direito de voltar atrás da decisão e passarão a ser denominados de “xerãs”, aqueles que se tornaram terráqueos por vontade própria, habitantes do planeta “Shan”, um dos vários nomes do planeta Terra para determinados seres espaciais.