2019 — Meu ano em livros

Embora já estejamos em fevereiro de 2020, achei legal fazer um resumo do meu ano literário de 2019.

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De longe, foi o meu melhor ano de leitura. Não que precisasse muito, já que costumava ler no máximo 2 livros por ano. Mas incentivado por outras pessoas e pela aquisição de um Kindle (que hoje é um parceiro inseparável), tracei uma meta de ler 20 livros em 2019. Uma meta ousada, já que estava no último ano da faculdade e ainda precisava terminar meu TCC.

Concluí o ano lendo 14 livros (3965 páginas, média de 283 páginas por livro), menos do que a meta, mas mais do que imaginei que conseguiria. Foi um ano de extrema evolução literária, conheci autores que hoje sou fã (como Chuck Palahniuk e um pouco clichê, Charles Bukowski) e cada vez que terminava um livro, adiciona mais três na “fila” de leitura.

Pequeno resumo das minhas leituras favoritas de 2019

Em Busca de Nós Mesmos — Livro de dois autores que respeito muito: Clóvis de Barros Filho e Pedro Calabrez. Uma leitura muito agradável sobre Estoicismo, Budismo e Filosofia. Recomendo para todos que gostam do assunto.

Onde Morrem Os Aviões — O primeiro livro de Lito Souza, criador do magnífico Aviões e Músicas, um canal de nicho, mas que cresceu bastante no Youtube. Leitura extremamente agradável sobre as histórias do Lito durante sua aventura no translado de aviões do Brasil até o Congo. Aguardo ansiosamente um próximo livro!

Clube da Luta — Já amava o filme e toda sua crítica ao capitalismo e nossa sociedade consumista. Atuação épica de Brad Pitt e Edward Norton, “Where Is My Mind” (Pixies) no final, e direção de um artista que respeito muito (David Fincher). O que posso dizer é que o livro (que deu origem ao filme, claro) é tão bom quanto. Virei fã de Palahniuk e sua escrita de primeira.

Unknown Pleasures (Joy Division)— Não consigo expressar o quanto amo Joy Division. Ian Curtis para mim é um dos maiores gênios da música. Mas, sobre o livro, foi interessantíssimo ler histórias de bastidores contadas pela lenda, Peter Hook (baixista da banda). Foi bizarro saber que a banda não dava a devida importância para as letras extremamente depressivas de Ian. Foi um choque para todos receber a notícia do suicídio, dois dias antes de saírem para turnê nos Estados Unidos.

Misto-Quente — Meu primeiro livro do Bukowski, seguindo a ordem lógica de leitura. De primeira, foi um choque ler as histórias biográficas de infância do velho safado, sem qualquer tipo de filtro. Me apaixonei pela sua escrita e sua autenticidade. Ficou claro porque Bukowski tem tantos fãs pelo mundo. Virei mais um.

SapiensO meu livro favorito. Com base científica e um sarcasmo que deixa a leitura leve, desconstruiu minha visão sobre religião, biologia (que eu odiava) e política, além de contar como o Homo sapiens tem disposição para evoluir, ao ponto de destruir tudo e de acabar com a própria espécie num futuro bem próximo. Leitura essencial pra vida.

Algumas estatísticas:

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Concluindo…

A meta para 2020 é a mesma: 20 livros até o fim do ano. Sem faculdade com certeza ficará mais fácil.

Estamos em fevereiro e já estou na terceira leitura. Acho que este ano vou cumprir o desafio… Here we go :)

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