Superstição 2.0: O Palmeiras torce pela crise
Esse é o segundo post de uma série que tenta levar a ciência às superstições do futebol. Cruzamos os resultados do brasileirão com mais de 95 mil índices econômicos e sociais para entender qual é a simpatia mais precisa para fazer o seu time ganhar. Na primeira lista, explicamos a metodologia e analisamos Flamengo e Corinthians — esse último, ajudado esse ano por uma queda drástica da cotação da libra esterlina. Agora é a vez do atual líder do campeonato: o Palmeiras.
E o resultado é que o Palmeiras adora uma crise — ao menos, a econômica. Veja abaixo como a recessão está ajudando o time a subir na tabela.
Como ganhar: Aumentar o déficit do Banco Central
O Banco Central é um dos principais responsáveis por controlar a economia, e um dos principais índices é o resultado primário (quanto sobra quando subtrai as despesas das receitas). Se o saldo for positivo, é um bom sinal para as contas do país. Se for negativo, duas coisas acontecem: os investidores ficam receosos e a torcida alviverde vai para a festa. Na crise em que estamos, pela previsão do FMI, o resultado primário do governo federal (do qual o Banco Central faz parte) só voltará ao azul em 2020. Os palmeirenses serão os únicos a comemorar.

Como fazer mais gols: Não vender ou comprar carros em Brasília
Se políticos e burocratas do governo federal estiverem bem de vida e decidirem todos trocar o carro, pode ter certeza que o Palmeiras vai fazer muitas barbeiradas na hora de chutar a gol. Com a crise, a venda de carros está diminuindo. E fica mais uma dica para a torcida: peça para que o metrô e os ônibus do Distrito Federal sejam reforçados o mais rápido possível.

ALERTA IMPORTANTE
Todos os dados apresentados são corretos e reais, mas a análise viola várias das regras fundamentais da estatística: nunca se deve buscar correlações a esmo, sem antes elaborar uma hipótese, e, se achar, não se pode assumir que uma coisa é a razão da outra. Tudo pode ser apenas uma coincidência (e, no caso aqui, é). Ainda assim, esse é um método muito mais rigoroso do que aquela manha do seu tio fanático de sempre usar a mesma camisa em dia de jogo. Veja mais informações no primeiro post da série.