Moço,
nizoca
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Sim, cuidei delas. Não de graça. Elas me pagaram com seus significados. Me preencheram quando tudo parecia ser insuficiente.

Abraçaram um vazio, esse mesmo que você está sentindo agora e que te faz acordar sem sono 3 ou 4 da manhã.

Não, nem sempre entraram sem machucar. A verdade contida nelas às vezes rasgava mais do que uma navalha. Mas que diferença faz rasgar o que já em trapos está?

Não acho que elas sejam minhas. Nunca foram. Eu as encontrei e as peguei no caminho. Achado não é roubado.

Mas prometo devolver as suas velhas, acompanhadas de outras novas. Quem sabe tomando um café despretensioso. Ou não.

Palavras, sorrisos e divagações. Só isso posso lhe dar.