No topo do Himalaia, um Marlboro por favor

Sinto o vento deixar meu cabelo mais bonito e agitar levemente a gola do meu casaco de couro marrom. Cara, como eu me sinto livre fumando um cigarro. Deve ser culpa daquelas propagandas com carros de fórmula 1 na neve. Pneus com espinhos e correntes. No final, era propaganda do Free, ou do Marlboro. Foda-se. Não me lembro.
Essa cidade fede. Exala um cheiro de merda de cachorro com chopp artesanal, xis de feijão e catinga azeda. Enfim, afasto o pensamento de ódio gratuito porque sei que esse tipo de lógica não faz bem pro meu peito sensitivo.
Ando inseguro sobre meus hábitos. Comendo demais, ansioso. Larguei o meu viver através da química, mas retomei bastões de câncer e cerveja embarrigadora. Diga-me algo que fará um jovem de 21 anos pra se divertir pela noite e achar amor barato que não alguns copos e tragadas. Difícil, não é?

Vou levando, com calma. Respirando. Economizando cigarros. Balas, chicletes, bolachinhas e pirulitos. Aguá mineral, cerveja sem álcool. Melhor tirar esse Queens of Stone Age e colocar um Clube da Esquina.

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