Passando mal e ainda me aparece tu (ai meu pão)

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Hoje eu senti um forte enjoo. Antes que eu possa explicar o acontecido, não culpe previamente a minha má alimentação ou meus maus hábitos. O que aconteceu foi, de fato, extremamente corriqueiro. Tá, ok, pode ter uma forte ligação com meus hábitos. Ssshh! Não conte para ninguém.

Em meio ao meu domingo sonolento (a insônia tem sido companhia constante) resolvi assar um pão em casa. Sentia muita fome. Muita fome. Achei uma receita que não exigia compras elaboradas, tinha quase todos os ingredientes em casa. Amassar o pão não é uma atividade muito familiar para mim, mas acredito que tenha desempenhado bem a função para uma primeira vez. Não sabia que demorava tanto pra aprontar um pouco de pão, entre deixar descansar e assar demoraria a tarde inteira… Eu me retorcia de fome!

Tempos complicados. Idas e voltas e reviravoltas de tudo que devia morrer por bem. Relações, rotinas… Nem comida eu consigo manter em casa, imagina nutrir hábitos mais positivos. O mal de uma geração perdidinha sem saber onde achar o que perdeu. Melhor respirar fundo e espiar o pão.

A solução mais simples foi deitar, esquecer os problemas e esperar pelo momento de deflorar aquela grande fôrma. Rezava para que meus colegas de casa trouxessem algo que pudesse ser comido sem ser preciso esperar horas. Adormeci.

Acordei.
A cena em que me encontrei ao foi surpreendente. Meus dois amigos me encaravam firmemente, esperando o instante em que eu abriria os olhos. Eles fumavam e discutiam baixo sobre algum assunto que eu logo conheceria. O primeiro me intrigou: — É melhor não ir no Bar do Júpiter hoje. E o segundo fechou o caixão abruptamente: — O pessoal tá todo reunido lá, ela voltou e só fala nas aventuras que viveu. Parece que foi coisa de cinema.

Pronto, me senti tonto, fortes náuseas, tremedeira e o resto já dá pra saber.
Não consegui comer o pão.


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