Qual teu signo? Complicado hein, mas e o teu ascendente? Acho que não vai rolar. Ou dependendo do teu Vênus…

Eu acredito em horóscopo. Pode ser chinês, tradicional, calendário Maia, borra de café, ciganas do centro da cidade, presságios ou intuições… Na verdade acredito em quase tudo, e inclusive só levanto da cama pisando com o pé direito. É coisa da minha Lua em peixes, não é? Muito esotérico isso tudo.


Eu e a Fernanda não duramos muito… Sabe como é, câncer com câncer não fecha, não bate. Muita água né? Diz que um bom par pra mim é uma aquariana, leve como o ar, mas acho que não conheço nenhuma. Talvez aí esteja a resposta do porque as minhas relações não tem tido muito sucesso ultimamente. Como faço daí? Coloco no Tinder “procuro uma aquariana” e puxo papo perguntando se gosta de astrologia? Ou só aceito no Facebook se tiver nascido em fevereiro? Acho que vou começar a frequentar pizzarias em fevereiro. É isso. Poupar dinheiro pra ir todos os dias deste mês nesses lugares e ver se cantam parabéns para alguma menina que me olhe com interesse. Péssima ideia.

“De onde eu vim? Pra onde eu tava indo?”

Mas já me dei bem com taurinas. Eai astrologia? Cadê teu Deus agora? Me dei muito bem aliás. Foi maneiro, pé no chão. Trabalhamos com a realidade. E cara, a realidade era boa. Acabamos por conta de uma capricorniana, ela chegou se colocando no meio da minha vida. Bem no centro. A partir dali girei entorno dela. Um amigo meu desse mesmo signo diz que quando isso acontece ele costuma se perguntar como chegou ali e pra onde estava indo. E foi o que aconteceu . Dali a duas semanas parecia sem sentido o que tínhamos começado. Acabamos.

Teve uma geminiana também, mas faz tempo demais… Mal consigo lembrar de mim naquela época, imagina dela. Deixa eu ver… AH, virginianas. A primeira me amou demais, demais. Me senti dono do mundo e da verdade, todo poderoso onipotente. Eu tinha todo o amor do mundo, e o que um canceriano precisaria além disso? Tanto não tinha nada pra querer que não quis nada mais. Acabei tudo. A segunda, eu ainda não sei onde vai dar, e tenho até receio de descobrir.

No fim das contas vou achando que quem combina mais comigo sou eu. Gosto dos mesmos filmes que eu, canto as mesmas bandas que eu e ainda faço um espaguete que eu amo. E o amor não se estende a cancerianos em geral, guardo o sentimento pra mim. Eu sou o meu par perfeito.

Vou tirar do Tinder o lance das aquarianas.

Johnny Oliveira
Escritor
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