A solidão das otomes negras é algo grave.
Maria Laura
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Eu namoro uma garota que gosta de anime.

Ela gosta também de k-pop, e dessas “viadagens” de dorama taiwanês.

Ela não é exatamente branca albina escandinava.

E ela não tá nem aí pra isso. E eu não me incomodo por isso, porque me incomodaria? Amo ela pelo que ela é, e não porque ela vai parecer com uma Waifu idealizada maravilhosa.

Se mostrar tão preocupada com o modelo de garota que os homens gostam só prova a necessidade de validação que as otomes que não são brancas tem.

Já viu Kaichou wa Maid-Sama? A protagonista não é bem branca. Os animes dos anos 80 e 90 também tinham uma variação étnica (já que dizer cor é coisa de racista machista embuste) notável. Que tal Aldebaran de Touro, cavaleiro brasileiro de ouro e mais forte de todos? E o Seiya, sete anos de sol deixaram ele moreno. Que tal todo o povo de Okinawa?

Grande bosta a pessoa ser branca.

“Ah, mas a cultura machista… Leonora usa um avental… SÍMBOLO DE SUBMISSÃO”. Fala isso pra todas as personagens brancas (e alguns meninos) nos animes fazendo papel de Maid. Quando é com uma branca não é racismo, é só kawaii, né?

Maior bosta ainda pensar que otakus adolescentes realmente ligam pra relacionamentos. Eu já fui um otaku adolescente. Eu não tava nem aí

Que tal se aceitar mais um pouquinho e parar de jogar a culpa nos outros que pensam diferente? Nem Goku que veio para a terra nos salvar foi unânime.

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