O médico de alma

Controlar a arritmia social.

Do garoto que sofre

Violência policial

E é tratado como marginal.

Dissecar a alma

De quem por tristeza sofre,

E só ver na morte

A saída exata.

Realizar a ausculta

Da mulher que sofre

E aguenta muda

A toda violência.

Palpar e percutir

O homem retinto

Que pela realidade e machismo

Foi impedido de chorar, sorrir e sentir.

Curar a enfermidade,

Que gera desigualdade,

E impede quem mais precisa

Ter um pouco de alegria.

Precisamos saber que

Não adianta cuidado médico

Para um povo paupérrimo

E não tem como comer.

Com tanto amor pelo dinheiro,

Nossa mais necessitada gente

É valorizada pela preço

E tem a alma doente.