Elas que lutem
As pessoas viajam, porque tem saudade, mas também a trabalho. Quando chegam ficam sabendo que pessoas morreram e que, portanto, não moram mais aqui; coisa que acontece sempre que se desligam os aparelhos, e que os hospitais não têm respostas pro ‘desengano’ das pessoas. Só tem três dias que cheguei aqui e já aconteceu um tanto… parece as vezes que o mundo acelerou. O português que conheci na Central do Brasil, e que era vascaíno, queria ir para Frankfurt urgente, porque a mulher com quem pretendia matrimônio o teria enganado, e sido leviana. Ele quis ir embora desembestado. Aí eu cheguei em casa e a mãe envelheceu uns anos que não tinha percebido, a irmã tem uns cachos acobreados e os cachorrinhos no quintal estão quietos porque essa era de cachorros velhos não admite mais correria. Eu penso na lua, na lua que conecta nossas vidas, e penso no sol que as vezes nos castiga, e penso nas plantas, a gente aduba é com merda, tira proveito do que germina e acha nojento pensar que fertilizar as vezes não é como nos contam, mas engraçado, que até a merda tem seu lugar. A natureza é perfeita, puta merda!
