Eu vou lembrar

dos dias em que você foi o Doutor


Foi difícil dizer adeus, e eu acho que isso sempre será assim. Difícil mudar. Na vida, em qualquer lugar, não importa qual o momento, despedir-se de alguém é arrancar um pedaço do coração e não conseguir reparar a ferida deixada.

Se você me conhece sabe que Doctor Who é a minha série favorita e sempre será, por motivos infinitos que eu não tenho nem como começar a explicar. Mudou a maneira como eu penso. Me inspirou. Traz alegria em cada minuto de episódio que eu assisto. Não importa se a qualidade cai um pouco, não importa se o mundo inteiro critique, eu sou fã, porque é assim mesmo que o meu cérebro funciona: quando eu gosto de algo, eu gosto de algo.

No Twitter você me vê publicando teorias e brigando com as pessoas; no Facebook os meus amigos estão cansados de tanto ler o mesmo assunto; e aqui eu abro com o primeiro texto sobre esta maravilhosa série. E como é incrível.

No episódio especial de Natal The Time of the Doctor tive que dar adeus ao meu Doutor favorito, Matt Smith. Não foi fácil, e principalmente porque eu imaginei que ele nunca sairia. Desde a metade do ano fui tentando me preparar para este momento, mas nem quando chegou o dia, a hora de sentar e assistir eu estava pronto para ver o 11º Doutor dar o seu último adeus. E foi tudo o que eu esperava: emocionante, com um discurso incrível e perfeitamente representado por Matt Smith e Jenna Coleman. Só agradeço por ter sido presenteado pela oportunidade de ver uma Era tão bonita de Doctor Who; uma era em que incentivou a minha vontade de criar histórias e contar o que vem na minha mente; uma Era que fez eu conhecer tantas pessoas legais pela internet e poder conversar com elas diariamente — e por Skype — sobre esse assunto que amamos; uma Era que mostrou que a mudança é necessária, que é preciso acreditar no que vem por aí, desde que lembremos quem realmente somos.

Por isso, sou grato, e feliz por ter acreditado que o 11º Doutor, o Matt Smith, foi e sempre será o Meu Doutor.

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