Resenha

Olá Jairo,

Primeiramente parabéns por te escrito um jogo para o FVM2015. O jogo me pareceu bem completo e pronto para ser jogado. Eu gostei bastante do jogo e como ele se desenvolve. A meta de design 4ª parede com certeza foi alcançada assim como a inspiração vizinhança. Quanto a experiência eu acho que não ficou bem encaixada.

A impressão que o jogo me causa é que os personagens fogem de seu passado, tentam esquece-los e quando não há mais chance eles decidem enfrentá-lo para se ver livre dele. A experiência de desapego mencionada no regulamento: “…o que poderíamos abrir mão em prol de um bem maior”, acho que os jogadores não abrem mão do seu passado e sim que estão tentando esquecer, como se colocassem a sujeira de baixo do tapete, mas não limpando ela. O último ato permite que os jogadores lidem com o que lhe atormentam, mais por uma obrigação do que uma escolha consciente. Acho que a experiência de desapego pode até existir no jogo, mas acho que ela não é alcançada em todas as sessões e nem sempre para todos os jogadores.

O nome do jogo faz total sentido porem acho um nome ruim por ser difícil de lembrar.

Cada personagem possui alguns itens que determinam sua existência, as conquistas, a qual são escritos nos post-its. A definição deles me pareceu irrelevante para o jogo, eles ficaram mais como cara de atributo. Você perdeu sua família, ou suas posses, o que exatamente o personagem determina que é não faz tanta diferença. Pensando em deixar o jogo mais emocional eu deixaria os personagens criarem três frases que lhe são significativas, que representam sua essência e que ao perder-las o personagem irá sofrer.

Acredito que o jogo poderia facilmente ser executado sem que um jogador assuma o papel de narrador. O papel de narrador ainda deve existir, mas creio que os próprios jogadores possam reversar como narrador. No tabletop RPG Este Corpo Mortal os jogadores tem a capacidade de criar qualquer coisa no jogo, mas ao mesmo tempo qualquer jogador pode evocar o Limite de Credibilidade, ou seja se alguém não concordar precisa ser reelaborado. Quando um jogar usar uma foto e criar uma memória que não cabe na história, acho que qualquer jogador poderia ter o poder de veto. Acredito que o jogo vai ser mais interessante como uma criação 100% coletiva e moderada por todos.