#366AmigosECausos — Episódio 2: Carla Newton

A Carla Newton, ou Kalu para os mais íntimos, foi a primeira pessoa que fiquei amigo quando entrei na Biologia em 1995 e convivemos juntos por um longo tempo. Em 1998 (acho) eu já estava dirigindo e ela enfim iria tirar seu primeiro carro na concessionária. Como ela precisava de uma carona para ela e para a mãe até a loja, me candidatei a ajudar.
Chegamos lá e tinha um Gol verde chumbo zerinho, com aquele cheirinho de carro novo. Tudo brilhando, plásticos nos bancos, adesivos de ok da fábrica nos vidros, etc e tal.
Documentos entregues, nota fiscal na pasta, última olhada para ver se não tinha nenhum probleminha… PERFEITO! Hora de ir embora.
Eu, que não sabia o caminho de voltar, iria seguindo. Ela saiu da loja e eu sai do estacionamento logo atrás. Viramos a esquina rumo à casa dela.
Sabe aquelas entradas em ruas movimentadas que você espera uma pequena brecha mínima entre os carros e entra sem vacilar, acelerando para já ficar na velocidade da pista?
Então… Ela estava parada numa dessas entradas esperando a brecha e eu logo atrás. Passaram, um, dois, três carros e enfim o pequeno espaço. Ela acelerou para sair com tudo, virou a direita e foi!
Olhei para a esquerda e analisei a situação com toda minha experiência de somente alguns meses de carta. Vi que se eu fosse rápido, daria para eu entrar na mesma brecha. Não tive dúvidas! Acelerei com tudo, olhando o carro que estava vindo, e…
CRASH!!!!
Como o carro da Kalu era novo e ela ainda não tinha as manhas da embreagem nova, assim que ela entrou e acelerou, o carro morreu. Eu, que estava olhando para o outro lado, fui com tudo atrás. Eu sequer pisei o freio!
Antes de eu pensar “PQP FUD**” já vi a Kalu colocando as mãos na cabeça! O CARRO NÃO ANDOU NEM CEM METROS DA LOJA e já foi batizado!
Os segundos entre “descer do carro” e “UFA” foram uma eternidade. Mas felizmente descobrir que mesmo com barulho de uma boa batida, o estrago nem tinha sido lá grandes coisas tirou um bom peso das costas! Emoticon grin
Mas é claro, sem deixar de levar um puxão de orelha da dona Norma, mãe da Kalu e que estava no carro delas.
Bronca por sinal totalmente merecido, diga-se de passagem!