Ode ao conflito

O que há de mal no conflito? Pelo que aprendi nestes 23 carnavais, evita-los é impossível. Ainda mais quando nos referimos aos internos, aqueles que martelam em nossa mente como um Fla x Flu sobre o fazer e o não fazer, o certo e o errado, o convencimento e o arrependimento… Aceite, saiba lidar com os que aparecer e faça deles combustíveis para sua história.
O clichê que rodeia os discursos de “busque a felicidade”,”corra atrás da alegria” não está equivocado. É chato, mas não deixa de expressar a verdade. Isso não quer dizer, porém, que devemos sair por aí distribuindo “bom dia”; “vou bem, obrigadx”, até quando estamos em nossos piores momentos. Se permita à raiva, à angústia, ao conflito. Faça, no entanto, que sejam trampolim para a solução, e não buracos rumo a outras derrotas e problemas.
Não é auto ajuda, não é propaganda de consultório psicológico, isto é somente desabafo de um interlocutor cansado de perder de si próprio, e com a vontade imensa de aprender com tudo o que a vida tem a oferecer, dos desafios às facilidades, dos altos e baixos. Afinal, as histórias nas mesas de bares com pessoas queridas nem sempre começam com belos dias, mas sempre terminam em gargalhadas.