Um pouco sobre amor
Sorria com os olhos. Mande beijo nem que seja por carta. Dê gargalhadas altas. Ande de mãos dadas. Aceite o abraço apertado. Atenda e faça ligações. Mande áudios, queria escutar a voz da pessoa também. Compartilhe histórias, momentos, fotografias, compartilhe sonhos. Grite com toda a força dos pulmões por simplesmente estar feliz. Para simplificar: ame.
Quando esbarrar com o amor por aí, agarre-o. Não muito forte, senão o machuca. Não importa se ele veio em forma de pai, mãe, namorado (a), amigos (as), se esforce para não deixá-lo escapar. Pode até parecer difícil, mas entenda que o amor não é líquido. Ao contrário do que muitos pensam, ele é completamente sólido.
O negócio é que ele pula, corre, não quer parar quieto. Amor é menino pimenta, tromba com todo mundo na escola, no ponto de ônibus. Se deixar escapar, corre até sumir de vista, mas corre tanto que uma hora reaparece e acaba por esbarrar em você mais uma vez, só para te dar mais uma chance de pegá-lo novamente, porque o amor gosta de brincar assim.
Se tem algo que tempera a vida para que ela fique com o sabor perfeito, esse algo é o amor. Se você gosta de um equilíbrio no paladar, é assim que tudo vai ficar. Se você prefere mais doce do que os outros gostos, sua vida irá ficar docinha.
O amor vem de vários jeitos. Em alguns momentos, ele vem montado em pessoas. Em outros, vem no formato de oportunidades. Tem gente que até já o conheceu na forma de inspiração, encontro que gerou inúmero livros, filmes e pinturas. Tem gente que o conhece na forma de um aríete arrebatador de inércia, que muda uma vida inteira no tempo de um piscar de olhos.
Amor mexe com a gente. Não só com um ou outro, com todos nós. É tão original que chega a ser diferente para cada um dos bilhões de humanos, ao mesmo tempo em que é tão clichê que deixa floriculturas, joalherias e perfumarias ainda em movimento depois de tantos anos.
Portanto, se encontrar o amor, agarre-o. Caso já o tenha encontrado e, por um caso, o tenha cativado a ponto de tê-lo feito ficar parado (acredite, acontece), mantenha-o por perto.
Como já foi dito por Freud: “Em última análise, precisamos amar para não adoecer”. Portanto, ame. Mantenha-se em movimento constante junto do amor. Aprenda a correr o mundo igual a ele. Esbarre nos outros, contagie. Espalhe o sentimento dentro de você.
