Melhor pelo Design — Cupom Fiscal
Marck Al
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Estou desenvolvendo um trabalho de faculdade sobre isso. As pesquisas estão meio longe de serem conclusivas, mas posto aqui para situar os colegas e se possível contar com críticas e correções:

Lembrando que até uns dias atrás era 100% leigo na maioria das coisas que vou descrever abaixo, vamos!

Fora possíveis entraves legais, a “re-diagramação” de um cupom desses é complicada pois é setada por programação em conformidade com o código do software base da própria máquina.

Aparentemente no cupom pode haver modificação de peso e tamanho da fonte (que já vem instalada no driver da máquina) apenas nos campos “não fiscais”: 8 linhas destinadas a mensagem promocional no cupom. E em documentos não fiscais. Como balanços diversos.

Apesar de n achar opção de mudar a fonte “natal” do aparelho, achei possibilidade de negrito, itálico, condensado, altura 2x, largura 2x, sublinhado 1pt, 2pt, invertido, etc. Além de algumas impressoras fiscais possuírem caracteres que dão boas caixas e quebra de linha.

Mas isso é configurado atravéz de programação inserida no software base da própria impressora fiscal, eu mesmo teria que contratar um programador pra reproduzir meu lay-out. E ainda assim suspeito que apenas na parte “não-fiscal” do cupom.

Ao menos os códigos dá pra achar fácil na net em um fórum voltado para desenvolvedores organizado pela Bematech (empresa que fabrica ECF — Emissor de Cupom Fiscal).

Creio que a “parte fiscal” é protegida por mecanismos da Impressora Fiscal e n pode ser alterada em sua disposição msm com programação. Apesa de n achar nada específico na legislação, suspeito porque procurei nesses fóruns algo relacionado a apresentação da “parte fiscal” do cupom (maioria do documento) e n encontrei nada. Anyway, em um manual de uma ECF achei a possibilidade de inserir um cabeçalho em bitmap, com espaço setado pela máquina, após mapear a imagem em pontos.

Creio que essa ausência de opções na “parte-fiscal” da nota possa ser devido a cópias de informações que são armazenadas em algumas memórias especiais da ECF que só podem ser configuradas por uma empresa credenciada, se não é crime. Que de tempos em tempos são repassadas para o Fisco para conferir ICMS. Fácil de resolver, só gerar um arquivo diferente pro consumidor, mas acho que n implementaram isso ainda até onde pesquisei. Detalhe, para inserir e imprimir outras imagens, que não a do cabeçalho, é preciso de um driver chamado Spooler, que só encontrei em impressoras térmicas não fiscais.

Mas uma coisa boa é que há a possibilidade de regular a entrelinha com uma .dll ligada a programação da ECF (achei especificamente da Bematech) o que já salvaria se n fosse comumente utilizada para diminuir os espaçamentos e economizar papel.

Fora isso todos esses números estranhos são necessários por legislação.

Curiosidade, por lei o vendedor é obrigado a te dar a sua via msm que vc n peça, se recusar acho que ai deboas hehe.

Quem precisar informar um dos códigos da nota e n sabe aonde consta, ou é curioso sobre o assunto (acho dificil hehe), recomendo o .pdf ABC do ECF. Lá tem um infográfico explicando o básico sobre impressoras fiscas e o que os “números estranhos” são, além de da onde veêm. É tranquilo de ler.

E o Convênio ICMS 85/01 explica as normas da legislação sobre ECF e Cupons Fiscais. Há 3, mas esse é o que se relaciona mais com a “diagramação”. E é puta chato. Basicamente informa o que precisa constar e a ordem em que aparecem. Com exeção de pontuais informações que devem ser apresentadas em negrito, não há mais nada sobre hierarquia visual.

Por mim podia ter um parágrafo lá legislando que os cupons tem que ter boa leiturabilidade e legibilidade hehe. Mas ai já é uma discussão bem longa. Já que as máquinas produzem cupons igualmente confusos mas cada uma é de um jeito, com um software base e uma fonte “natal” diferentes.

Quando terminar meu trabalho posto o link aqui. Segunda ou Terça feira

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