As Ferramentas mais poderosas para a Evolução da Consciência parte I

A saída da mediocridade e a entrada nos mistérios da consciência.

Podemos dizer que toda manifestação humana envolve pensamento, emoção, sensação energética e reação fisiológica. Em outras palavras, 4 dimensões indissociáveis e interligadas:

1. Mental

2. Emocional

3. Energética

4. Fisiológica

Imagine estar num quarto escuro e subitamente ver um vulto. Do vulto a mente pode criar pensamentos como “ é um espírito”, deste pensamento, por sua vez, a emoção de medo pode surgir, assim como, a sensação energética de “calafrio” e uma reação fisiológica específica — taquicardia, suor frio, pernas trêmulas etc.

Pensamento-emoção-energia-reação fisiológica acontecem simultaneamente e, portanto, são indissociáveis. Embora o intelecto consiga separar esses elementos eles acontecem ao mesmo tempo. Observe nesse exato momento quais pensamentos, emoções, energias e reações corporais você está experienciando ao ler isso, separe-as com a mente e veja a sua interconectividade.

Você pode notar que nem sempre essas quatro dimensões de manifestação da consciência atuam na mesma intensidade. Ao estudar para uma prova a dimensão do pensamento é predominante sobre as outras; ao se emocionar escutando música, a dimensão emocional predomina; ao praticar alguma técnica energética o foco é na energia; e por fim, ao se exercitar, as reações fisiológicas prevalecem. Em suma, o nosso foco de atenção, em função da atividade que estamos desempenhando, nos faz perceber uma dimensão mais que outras.

Dito isso, agora podemos ir finalmente para as ferramentas de auto-aperfeiçoamento e desenvolvimento humano. Cada uma dessas ferramentas vai atuar mais especificamente em uma das dimensões abordadas anteriormente, embora tenha efeitos de menor ou maior intensidade nas outras.

  1. Leitura Filosófica — Dimensão mental.

Podemos aqui definir, de forma simplória, a dimensão mental como a dimensão das ideias, dos pensamentos, da comparação, do discernimento. Em síntese, a do intelecto.

A leitura ampla de diversos pensadores nos permite entrar em contato com diferentes visões de mundo e com as bases cognitivas do mundo moderno e antigo. Uma vez que a filosofia está na base da ciências, religiões e artes, o seu estudo nos auxilia a flexibilizar as nossas mentes e a ter mais discernimento quanto aos acontecimentos no mundo atual.

Como que se aprender a lutar? Aprendendo diferentes movimentos corporais, repetindo-os e criando novos quando necessário. Como que se aprende a pensar? Aprendendo diversas formas de pensamento, repetindo-as e, a partir disso, gerando novas. Aparentemente é o mesmo processo de absorção, assimilação e criação. Portanto, se você está cansado do modo como você vê o mundo e a si mesmo, nada melhor que entrar em contato com visões diferentes. Platão, Aristóteles, Lao Tze, Spinoza, Nietzsche são bons para comecar.

O exercício de ver o mundo com olhos diferentes é de extrema importância para a superação dos fanatismos, dogmatismos, superstições e toda sorte de preconceitos. A potência do intelecto aumenta, na medida em que, a mente bem “nutrida” se abre e se desdobra para a realidade.

2. Auto-Inquirição — Dimensão emocional. É um procedimento elaborado por Ramana Maharshi (Sábio Hindu), que atua em todas as dimensões de manifestação da consciência, mas que aqui chamaremos a atenção para os seus benefícios na dimensão emocional, no que tange a dinâmica dos afetos. Isto é, daquilo que nos afeta emocionalmente.

O procedimento é simples e envolve 2 auto-questionamentos. Por exemplo, ao estar sob o efeito de uma emoção de tristeza faça o seguinte questionamento: Quem em mim sofre a tristeza? Naturalmente a resposta será — Eu! Em seguida questione: “Quem ou o que é esse eu?”. Parece bobo? Continue lendo! Conforme Maharshi, a consciência é semelhante a um espaço vazio por onde pensamentos, sentimentos e sensações passam como “nuvens”.

Quando dizemos os “meus pensamentos”, as “minhas opiniões”, os “meus sentimentos” estamos, consciente ou inconscientemente, nos referindo a posses, “nuvens” as quais nos identificamos e tomamos como sendo parte de nós. Maharshi diz que esse conteúdo ao qual a consciência se identifica é o ego, o eu.

Somos felizardos, pois a estrutura da língua portuguesa nos ajuda a compreender isso mais facilmente. Quase ninguém diz — “eu sou um pensamento”, ou — “eu sou um sentimento”. Em geral dizemos: “Eu tive um pensamento, eu tenho uma sensação, eu estava feliz, eu estou refletindo”. Ter e estar implica em um relação entre sujeito e objeto. Um sujeito que afeta e é afetado por um objeto. Quem tem algo? Quem está experienciando algo? O sujeito! O que é este algo? O objeto.

Nesse sentido, nós não somos os nossos pensamentos, as nossas emoções nem mesmo nossas sensações corpóreas. Tudo isso acontece em nós de forma passageira e temporária. São objetos na tela da consciência. Tão logo uma emoção afeta todo o nosso ser, tão logo ela se desvanece. Nesse sentido, os problemas afetivos tem origem na fixação da consciência com esses elementos que atuam nela. Um problema de identificação. Como diria Platão, quando o cocheiro (consciência) esquece de seu poder de direção (discernimento) e deixa os cavalos (emoções) conduzir a carroça (corpo e as energias).

Esta auto-inquirição tem como objetivo mudar o foco da consciência. Remover o poder de afetação das emoções trazendo a dimensão mental e intuitiva para o primeiro plano. Não se trata de reprimir as emoções, mas sim de levar o discernimento até elas, observá-las, senti-las e entender que elas são as nuvens e não o céu, que são os cavalos e não o condutor da carroça, que são os hóspedes e não o dono da casa. Nesse particular, a sua tristeza não é você, muito menos a sua timidez, os seus medos e seus anseios. São de sua responsabilidade, mas não determinam quem você é.

Mas quem é o dono da casa? Quem é o cocheiro que supostamente deveria dirigir os cavalos? Quem somos nós? Evidentemente a resposta não é simples e ela vem em forma de experiência. Essa mudança de foco da atenção da consciência — que antes estava focada e identificada aos objetos “exteriores” — para a fonte da própria atenção é a grande jogada nesse processo.

Podemos resumir a auto-inquirição nesta simples fórmula.

Sem a técnica = Consciência > Ego > atenção > objetos

Ex: Foco da atenção em experiências passadas mal sucedidas e a identificação com o pensamento/sentimento de “ Não sou bom o suficiente”.

Com a técnica a atenção retorna à fonte= Atenção > ego > consciência.

Quem ou o que em mim sofre e acredita nesse pensamento? Eu! Quem é esse eu? um conglomerado de condicionamentos memórias e desejos (ego). O que é este eu que consegue se colocar a parte do ego? E assim por diante.

Para quem quiser se inteirar mais sobre esse procedimento veja:

  • Videos do Mooji — um mestre da auto-inquirição.

https://www.youtube.com/user/Moojiji

  • Livro essencial

3. Estado vibracional — Dimensão energética.

Energia? Que tipo de energia estamos falando nessa sessão? Bioenergias, as energias que envolvem o corpo físico e fazem a conexão deste com as emoções e os pensamentos. Na China a bioenergia de um corpo é chamada de Chi e na Índia de Prana. Acupuntura, Do-In e certas práticas do Yoga atuam diretamente no corpo energético e evidenciam a existência dessa “dimensão” — quase que inteiramente desconhecida para as ciências acadêmicas e hegemônicas atuais.

O corpo energético envolve o corpo físico e possui pontos onde as energias estão mais intensas. Esses pontos são conhecidos popularmente pelo nome de Chacras — vórtices de energia que absorvem, movimentam e exteriorizam a energia de um corpo.

Embora esse conhecimento não seja “validado” pela comunidade científica atual — regime responsável em ditar o que deve e o que não deve ser acreditado pela população através dos meios de comunicação e instituições educacionais — pode ser facilmente experienciado através de técnicas e constatado como plausível, através do estudo etnográfico de diferentes culturas em grande parte dos momentos históricos conhecidos pela humanidade.

Enfim, vamos a técnica já que a auto-experimentação é a melhor maneira de comprovar para si mesmo a existência das bioenergias. Este procedimento se chama Estado vibracional e foi trazido aos olhos do público pelo pesquisador da Consciência Waldo Vieira. Não necessita de rituais, visualizações, objetos, alimentos e movimentação corporal. Apenas a sua vontade determinada é necessária. A técnica visa a dinamização e a aceleração das bioenergia resultando em uma limpeza e equilíbrio dos chacras, contribuindo para uma melhoria da saúde física e mental.

Além disso, essa técnica é o primeiro passo para o desenvolvimento do “sexto sentido”, da “paranormalidade”, isto é, das percepções extra sensoriais e do potencial energética do ser humano. Potencial subdesenvolvido e desconhecido pela maioria das pessoas.

Eis a técnica:

  1. Relaxe o corpo e a mente.
  2. Concentre todas as energias do seu corpo no topo de sua cabeça. Se você não sentir nada inicialmente não tem problema, dê o comando mental mesmo assim.
  3. Faça as energias descerem até os seus pés perpassando por todas as partes do seu corpo.
  4. Agora mantendo a atenção nas energias aglutinadas nos pés realize o movimento inverso e traga as energias novamente até o topo da cabeça.
  5. Repita o movimento de descida e subida, estabelecendo assim uma circulação de energias. Acelere progressivamente essa circulação enquanto relaxa cada vez mais o corpo.
  6. Intensifique e acelere a circulação ao máximo até instalar o estado vibracional.

Durante a aceleração você pode sentir repercussões energéticas como calafrios, vibrações, zumbido no ouvido, mioclonias e pulsações energéticas em partes do corpo.Não se preocupe, elas fazem parte do desenvolvimento do corpo energético que na maior parte das pessoas se encontra “enferrujado” e dessensibilizado. Se você alcançar o objetivo da técnica sentirá o porquê de seu nome — uma vibração energética por todo o corpo, semelhante a um choque elétrico indolor e uma sensação de potência energética e expansão consciencial.

Realize a técnica várias vezes ao dia, sem gerar expectativa, e mais cedo ou mais tarde você pode alcançar o estado vibracional. Para um desenvolvimento mais rápido dessa capacidade de acelerar as energias do corpo energético é necessário estudo e aprofundamento. Neste artigo apenas menciono o “básico do básico” dessa técnica que envolve muito mais do que somente bem estar psico-fisiológico. Ela é uma das chaves para a entrada nos mistérios da consciência e representa a abertura dos “olhos” para outras realidades.

Para fins de aprofundamento recomendo:

  • Video explicando visualmente a técnica

https://www.youtube.com/watch?v=yTghrxo7AGc

  • Livro sobre pesquisas Científicas com o Estado Vibracional

http://brasil.iacworld.org/produto/pre-venda-livro-estado-vibracional-pesquisa-tecnicas-e-aplicacoes/