A ciência por detrás de “Interstellar” resultou num livro


No mesmo dia em que o filme “Interstellar” estreava, o físico teórico Kip Thorne lançou um livro em que explica como é que muitos dos incríveis fenómenos que surgem na película, recreados através de efeitos especiais, baseiam-se na ciência real, em vez da ficção.

Thorpe sabe o que está a escrever, pois não só é um dos mais reputados nomes no estudo da física gravitacional, como trabalhou como conselheiro científico do realizador Christopher Nolan. Como é que se faz a tão difícil transposição da ciência para a sétima arte, sem que o resultado final seja chato ou aborrecido para quem vai ver? A experiência é contada na primeira pessoa, em “The Science of Interstellar”.

Buracos de verme, buracos negros, viagens interestelares e muito mais. As leis físicas do Universo, que accionam e dão forma a estes eventos, são aqui explicadas em toda a sua magnitude e beleza. Afinal de contas, há sempre uma explicação natural para o que nos parece inacreditável.

Mais: alguns dos detalhes científicos que Thorne apresenta, ao longo das 300 páginas do livro, brotaram de descobertas que fez ao observar as imagens recriadas pelo poder computacional e a capacidade de ‘renderização’ gráfica que está ao dispor da equipa de efeitos especiais de Nolan. Isto só foi possível porque, a partir das equações matemáticas que o cientista norte-americano lhes disponibilizou, foi possível construir, por exemplo, o que poderá ser o verdadeiro aspecto, in loco, de um buraco negro.

Eis o cinema ao serviço da divulgação científica

* Para saber mais leia «Interstellar: Um filme em que a ciência dá um pontapé na ficção»