13 milhões e 400 mil euros, parados. Centenas de vítimas de Pedrógão, paradas.

A inoperância do nosso Estado, que consome 50% da riqueza nacional e precisa sempre de mais impostos para se auto-sustentar enquanto a dívida pública cresce, é de bradar aos céus.

Então as vítimas de Pedrógão ainda não receberam a ajuda doada pelos cidadãos e os fundos estão parados numa conta do Estado?

Se os partidos que se alegam defensores dos desprotegidos, das vítimas e dos indefesos fossem coerentes, tipo o Bloco de Esquerda, fossem coerentes com o discurso teórico, o que fariam?

Em primeiro lugar, pressionariam os poderes públicos a rapidamente resolver a situação.

Em segundo, se tal não funcionasse, criariam grupos de ajuda, mobilizariam apoiantes e gente solidária e partiriam para o terreno para prestar a ajuda urgente.

Porque não o fazem? Porque estão num beco sem saída. Por um lado, na lógica estatista típica da esquerda comunista, a solidariedade directa dos cidadãos é desprezível: é “caridadezinha” e não poderiam ser eles a incentivá-la, partindo directamente para o terreno e substituindo-se ao Estado. Por outro, na sua lógica distorcida, é exclusivamente ao Estado que deve caber a coordenação de tudo, inclusive da caridade. imposta compulsivamente a todos os restantes, disponíveis ou não a prestar ajuda.

Porém, as meninas do Bloco estão presas na armadilha da geringonça e não podem desapoiar o governo além do limite que permite a manobra de poder, calam, não pressionam, esquecem as vítimas e as suas dificuldades, deixando o Estado agir.

O Estado agir? Este é o drama dos comunistas anti-sistema agora encostados ao poder e, portanto, parte do sistema: além de não poderem pressionar o governo por motivos estratégicos de auto-interesse político, sabem que o Estado, o tal que consome 50% da riqueza nacional, é perfeitamente inoperante, incapaz de se organizar, falho de recursos intelectuais e de gestão de crise.

Logo, que faz o Bloco? Cala-se, fica em silêncio, ou lança palavras de circunstância, muda de assunto, e marimba-se para o sofrimento das vítimas às mãos do próprio Estado.

Quer esta gente, mais que desprezo por parte dos cidadãos sensatos?

Show your support

Clapping shows how much you appreciated João Pereira da Silva’s story.