Conselho de Ética pode cassar mandato de Carlos Bolsonaro

João Vianney Jardim
Nov 1 · 2 min read

Já é a segunda vez na semana que filho de Jair Bolsonaro exalta ditadura e é duramente criticado por todo espectro político. PSOL propõe levar o caso ao Conselho de Ética.

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Reação imediata

A fala de Eduardo foi duramente criticada e refutada por parte das várias lideranças políticas brasileiras. Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, ressaltou que o discurso do deputado é passível de uma denúncia criminal. “Esse tipo de manifestação como a do senhor Eduardo Bolsonaro é repugnante, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras”, disse. E seguiu: “A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso”.

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No STF, o ministro Marco Aurélio Mello, disse ao jornal Folha de S. Paulo, que os ares democráticos estão sendo levados embora. “A toada não é democrática-republicana. Os ventos, pouco a pouco, estão levando embora os ares democráticos”.

Já o Presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), emitiu uma nota para dizer de maneira genérica que “é um absurdo ver um agente político, fruto do sistema democrático, fazer qualquer tipo de incitação antidemocrática”. Ele não criticou e nem citou o nome de Eduardo Bolsonaro no documento, mas disse que não é o momento para retrocessos no Brasil. “Não há espaço para que se fale em retrocesso autoritário. O fortalecimento das instituições é a prova irrefutável de que o Brasil é, hoje, uma democracia forte e que exige respeito”.

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O PSL, partido de Eduardo, o PSL, não apoiou sua fala a favor do AI-5. Em uma nota assinada pelo presidente da legenda e agora desafeto da família Bolsonaro, o deputado Luciano Bivar, a sigla repudiou com veemência o discurso. “O PSL é contra qualquer iniciativa que resulte em retirada de direitos e garantias constitucionais. Em nosso partido, a democracia não é negociável. Fica aqui nossa manifestação de repúdio a esta tentativa de golpe ao povo brasileiro”. Internamente, já se fala em acelerar o processo de expulsão dele da legenda, conforme matéria do EL PAÍS.

Segundo o EL PAÍS, o líder do PSL no Senado, Major Olímpio Gomes, avaliou que a fala é uma manifestação isolada de um deputado e que não deve se repetir entre os demais membros do Congresso. “O Brasil carece justamente da ampliação da democracia, do respeito ao contraditório”, afirmou. Já Coronel Tadeu, deputado pelo PSL de São Paulo, tratou a defesa do AI-5 como algo “inimaginável”. “Se houver radicalização, perturbação da ordem pública, é preciso combater com energia. O ato institucional de 1968 não cabe mais hoje. É preciso buscar o entendimento e a convergência de ideias. A democracia está aí para isso”.

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