Depoimento pessoal vazio

Jorge Luis
Jul 25, 2017 · 1 min read

O legal é o particular, inclusive o seu.

Começou, do nada

Talvez de forma mais espontânea que a onda que atinge a areia

Daí veio o silêncio, o vazio, a decepção pessoal espontânea

Mas não era só comigo, haviam personagens, havia vida

Após isso, parecia próspero, bonito, legal

Talvez interessante seja uma palavra determinante

Eram terras antes pouco exploradas, porém, não desconhecidas

Tudo novo, com a sensação de tudo velho

Histórias, pensamentos, compartilhamentos pessoais simples

Fluía pouco, não era espontâneo, mas fazia bem

Não fazia bem, mas preferimos mentiras reconfortantes

Fingi, forcei, falhei

Tão pouco espontâneo, veio o fruto da oliveira

Como uma pequena chama de luz que se acendia

Porém, era uma chama de fósforo

Logo apagou, apenas restou seu cheiro

Seus vestígios vazios e sujos

Que se esforçavam para não sair da memória

Veio o feijão, tão aleatório como a existência desses versos

Destruidor como ler Nietzsche, mas ele aliviava

A tensão de estar no nada

Foi refúgio, mas também abandonado no meio

Como nós, mas qual de nós ? Todos abandonados no meio

Talvez o problema seja nunca concluir o que pretendemos

Abandonar facilmente, desistir facilmente

Mas no fundo, no íntimo, naquela parte onde nem nós mesmos arriscamos nos aventurar

Sabíamos que não seria mais que isso

Do nada, no nada, para o nada

Talvez na última fase.

Jorge Luis

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pena de quem ler.

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