Mas eu deveria estar estudando

As vezes, muito mais necessário que o simplório estudo do que não queremos, é necessário esvaziar-se em algum lugar.

De fato, existem diversas formas de se esvaziar, porém, minha droga é aqui; os traumas estão aqui, talvez implicitamente a forma como os supero também passam por aqui. Tudo o que queremos minimamente é um pouco de liberdade: quando crianças, da escola; quando jovens, da responsabilidade que bate a nossa porta; quando adultos, das convenções propostas (impostas) a nós pela sociedade moderna; quando idosos, de nosso corpo físico que geralmente não acompanha a fluidez de uma mentalidade que já viu tanta coisa nesse mundo.

Estranho é quando nosso terror é tão pequeno porém se faz tão grande.

Qual a sua história ? A minha é a de um vazio induzido, vazio esse que veio se refugiar e preencher-se em uma área totalmente esquisita. A depressão só passou quando achei a política, da política veio a economia, a filosofia, os estudos sociais e o grande interesse pelo funcionamento da nossa mente. Alguns pensam que é por vaidade, mas é por fuga. Estava mal, surgiu a política, debates vazios que criaram os laços mais fortes que eu havia visto; a tristeza sem motivo ia passando, ficava ali. As discussões (vazias e sem noção) nos grupos de discussão deixavam ali uma carga considerável das decepções de uma perda, a perda que hoje não é sentida pela grande válvula de escape onde gosto de me afundar quando passo por qualquer decepção, pelo menos enquanto ler não é proibido, talvez roubar os livros seja um crime, nunca me arrependi; talvez falar sobre sistema tributário tenha deixado uma mensagem implícita para minha consciência: Não foi roubo, é restituição de imposto sobre consumo.

Nunca é roubo quando você busca a restituição do seu imposto; e eu vou morder a língua (novamente) por digitar essa afirmação.

Eu não sei o porquê de me expor dessa forma, mas por fim busque esvaziar-se, faça o favor a si mesmo de não se explodir porque não restituiu seu imposto mental.

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