Cheguei por acaso e espero não sair.

Cheguei a esta plataforma — esteticamente linda e absurdamente empolgante — através de um post de uma prima via Facebook. E agora acho que, enfim, encontrei um espaço para vomitar escritos aleatórios, porém significativos, sem o risco de perder a folha, quebrar a ponta do lápis e não ter a paciência de buscar um apontador. O máximo que pode acontecer é a bateria do notebook pedir arrego e eu ignorar tal pedido, pra me lascar e ver a tela apagando… Graças a quantidade de vezes que passei por isso, a irritação já é quase zero.

Ler e escrever são partes indissociáveis de mim, além de me ofertarem uma lógica pra compreender o que se passa ao meu redor e dentro de mim. Descobri, ainda bem, a importância de saber me ler quando mal enxergo o mundo, seja por miopia ou confusão, ou ainda quando me perdi dentro dos meus próprios fluxos.

Cheguei aqui por acaso e encaro uma ferramenta bifuncional [essa palavra existe?]: ao passo que me dá pluralidade e vários trilhos pra conhecer pessoas, pensamentos, opiniões diferentes, também me dá singularidade para ser eu mesma e me mostrar como um segredo em exposição.

Sempre fui a amiga que dizia, de voz rígida: “parou de medo! dê voz a si mesmo e vá pro mundo!”. O curioso é nunca ter dito comprometimento para cumprir o conselho que eu mesma dou, no que diz respeito a isso de escrever. Ó essa doidice. Estou sendo minha amiga agora, me dando palavras e indo pro mundo, de mãos dadas comigo mesma [e com vocês, vamos nos abraçar, isso, que lindo].

É como naquela música da Vanessa da Mata, As Palavras: “faça luz onde há involução / escolha os versos para ser meu bem e não ser meu mal / reabilite o meu coração…”. Com um punhado de motivação, isso pode se tornar algo do qual me orgulharei — e faça luz.

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