Ah anos estou devendo um blog dos meus pensamentos, das minhas emoções, estou devendo há tanto tempo que nem sei, sempre dizendo finde que vem eu crio e publico, a questão nem é o tempo, ou a vontade, mas o texto certo, a hora certa, creio que essa fatídica hora chegou.

É triste começar com um fim, mas estamos fadados ao fim, uma relação de amor e ódio na minha opinião, pois se chegou ao fim teve um começo e um meio, o começo nada mais é que o divino, o meio é a justificativa é a vivencia, é a parte do experimentar, e o fim é obrigatório é a coisa mais difícil de aceitar, de prever e de sentir...

Não me prendo em nenhum fim especifico até este paragrafo, alguns são bons outros nem tanto, mas todos servem de aprendizado, não há como prever “os fins”, mas temos que saber que chegará, temos que ao menos ter a consciência que ele vira, por exemplo: vou a uma sorveteria, sirvo o sorvete, sento-me à mesa, o momento em que dei a primeira colherada eu já sei que vai acabar, não tem como aquele sorvete durar para sempre, ou quando corto o dedo fazendo salada, quando sai a primeira gota de sangue, tenho a noção que vai parar de sangra, vai cicatrizar, provavelmente depois de uns dias nem lembre mais...

Os “FINS” são os mais adversos, são simples ou complexos.

O “Fim” que me faz escrever é o da vida de uma pessoa, não de um amigo ou parente, mas do pai de um amigo, e esse fim me fez pensar, o tipo de fim dele me despertou tantas questões (como se minha cabeça já não fosse cheia delas) sobre o que se passa com as pessoas, sobre a dor delas, como cada um enfrenta sua dor, e principalmente que tipo de dor pode ser tão forte, tão grande, tão desesperadora que te domina, te absorve e te faz desistir.

Não julgo, e na realidade não sei bem dizer se é coragem ou falta dela, porém, não quero rotular isso, quero apenas tentar entender o sentimento, entender a pessoa.

Busquei em minhas memorias as vezes que senti mais dor, mais aflição, relembrar certas coisas não foi agradável, mas nada jamais foi tão desesperador, mesmo já passando por tanta coisa ruim.

Afinal o qual dor pode ser tão forte, qual sentimento te destrói tanto, a ponto de esquecer os sorrisos de quem está torcendo por você, do gigantesco vazio que vai deixar na vida dos outros, lagar tudo sem ao menos dar uma única pista disso, do que esta por vir, o seu próprio fim.

Penso que todos usam marcaras, mas existem pessoas que usam uma armadura impenetrável, onde nada sai, e quase nada entra.

Vejo teus sorrisos, vejo isso nos teus filhos

Sei dos teus causos, dos poucos desabafos

Ouço tua voz afirmando e reafirmando

Tudo vai melhorar tudo vai passar

Sempre animado sempre animando

Sem jamais deixar alguém para trás

Sem deixa-los no chão

Sei pouco da convivência

Sei mais das historias

Sei do começo

Sei do meio

Do ultimo já não sei

Muitos dizem que sabem

Mas só tu carregas o “Sei“ do teu “FIM”

Homenagem ao Pai de um grande amigo tive pouca convivência com o S.R. Russo, mas sei que era um grande homem, um baita Pai.

Sei também que julgamos demais, rotulamos demais, perdemos tanto tempo com essas duas coisas ao invés de tentar entender os sentimentos dos outros, quem sabe se usássemos metade do tempo para entender os sentimentos uns dos outros, teríamos vidas melhores, talvez fossemos melhores.

Eis aqui um começo, que um dia se tornará um Fim.

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