Em meio às colunas de concreto
Estavam aquelas coisas
Mais especificamente: homens.
Suspensos no ar
Trepados em cordas bambas
Como meras coisas.
Cada qual com seu punhado de vida
Preso ao céu
Erguendo essa torre de Babel.
Um Zé ninguém dos santos
Que desperta antes do sol
Um José ou Manoel.

A riqueza de um homem
Que sustenta mais cinco
Mas volta de bolso leve para o lar.
Que vê tudo do alto
Flutua sobre o asfalto
Em busca do ganha-pão diário.
Mas quando uma dessas vidas
Liquida-se no ar
Em um único salto,
O importante Zé ninguém
Nunca vai sair no noticiário.

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