Me-dito

Olhar fixo.
Apenas os sons habitam.
Chão se transforma em vastidão
Um ponto, planeta.
Meu olhos cobertos de vista
Minha vista coberta da mais fina luz.
Nessa sala ao azul da manhã de chuva,
A mente se expande, o pensamento se reduz.

De corpo e alma presente
A face repousa na leve brisa
Minhas mãos se ligam
Os sons se desligam.
Tudo habita sereno na ligação
O divino incompreensível
A pele que toca o frio do chão.

As sensações pedem socorro
É um grande esforço permanecer imóvel em meditação
Mas o ponto que prende minha visão
É o planeta que percorro.
Este corpo em que habito
Já se ausenta por instante
E em breve movimento
Me-dito.

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