Minha Primeira semana no Medium e o que eu aprendi

Interessante falar em primeira semana quase um mês depois do meu último texto…

Bem, depois de 4 (ou seriam 5?) textos, existem algumas reflexões que me vieram a mente, e acho este um bom momento de inseri-las aqui.

1° — Escrever é difícil.

Sério. Depois de uma semana de textos, parece que aquele turbilhão de idéias que você achava que tinha, pronto pra encher páginas e páginas se esvai. Escrever no celular, dentro do ônibus especialmente, é difícil, e arranjar um momento em sua rotina para realizar essa escrita é mais difícil ainda.

Tenho amigos e amigas escritores, e vejo eles realizando diversos tipos de “desafios” para que consigam gerar o costume da escrita. Meu desafio próprio foi um fracasso total. Talvez seja hora de tentar um desses desafios particulares?

2° — Escrever tem que ser recompensador para você, apenas por escrever.

Fiz um texto de cada área. Alguns maiores, outros menores, e cheguei a conclusão: as pessoas não gostam de ler. SHOCKING, RIGHT? Quero dizer, as pessoas não gostam de ler coisas escritas por um qualquer em uma plataforma desconhecida no seu país.

Observar o Analytics do Medium é desesperador. Pouquíssimos cliques, leituras ainda menores. Talvez seja o estilo de leitura, talvez seja a falta de público. Mas, neste momento a pergunta é: Quem é meu público? Quem eu quero me lendo? Escrevo para mim, ou para eles? Devo QUERER um público?

3° — Você é seu pior crítico

Neste momento eu tenho 6 textos parados na pasta de Rascunhos. Dois deles têm apenas o título, outros 2 já foram escritos 4 vezes, e apagados. O problema de ser algo para você, e escrito em um computador é: você não fica satisfeito com aquilo.

Como lidar com a frustração de que você NÃO É um escritor? Afinal, tudo que eu mais gostaria de ser neste momento É um escritor. Mas, o que me faz ser um escritor? Escrever? Ter leitores? Ser reconhecido?

No fim das contas eu não me sinto um escritor. Eu sou só um cara que sai escrevendo o que vem a mente. Algumas coisas conseguem aguentar o bastante para receberem o clique no “Publish”, mas outras ficam flutuando eternamente no limbo do Rascunho.

Talvez seja hora de abandonar essa loucura e voltar ao mundo real? Se bem que me disseram uma vez que, pra um escritor ser bom, ele precisa ser louco, e como Samuel Beckett disse, “Todos nós nascemos loucos; alguns permanecem.”. Será que eu devo permanecer em Wonderland por mais alguns dias?

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