Gabriel Silva e o mercado editorial brasileiro

Há uma diferença muito grande no investimento que grandes indústrias literárias fazem, quando se fala em autores estrangeiros e nacionais. Existem empresas que não trabalham com literatura brasileira, apenas o que é traduzido. Por quê?

Tenho duas respostas para essa pergunta:

1 — Porque existem pessoas que só consomem a literatura estrangeira.

2 — Porque um livro é mais barato nos EUA do que no Brasil — pois lá o consumo literário é bem maior.

Autores brasileiros estão se destacando e ganhando espaço no Brasil graças às redes sociais. O contato entre autor e leitor é estreitado quando temos liberdade de questionar os próprios escritores quanto aos personagens ou cenas. A troca entre as duas pontas do livro — a que escreve e a que consome — acaba por atrair os olhares do público. As redes sociais são a forma do criador de produtos literários nacionais vender o trabalho dele para o consumidor brasileiro.

Mas, além de um livro custar caro no Brasil — autores renomados custam R$ 70,00 — o produto é feito para se tornar mais caro.

A SNEL — Sindicato Nacional dos Editores de Livros -, diz que 2016 foi um ano ruim para a venda de livros no Brasil, cujo mercado fechou as contas com péssimos números. Porém, as vendas voltaram a crescer este ano.

Como eu gosto de escrever, tenho um livro escrito — que está concorrendo a um prêmio literário — e outro em fase de escrita, decidi que vou consumir o dobro de literatura nacional do que estrangeira. É uma oportunidade de incentivar autores brasileiros, conhecer as produções nacionais e, claro, incentivar empresas a investirem nos escritores do Brasil.

Claro que não posso mudar o mundo sozinho!

Vou listar alguns dos autores nacionais que eu mais gosto: Felipe Kowari — autor de Mundo Estranho (meu amigo, escritor em Itajaí); Kate Willians — autora de Hunter; Luiz Henrique Batista — autor de Os Doze Guardiões da Luz; e Raphael Montes — autor de Dias Perfeitos. A Editora Coerência, para mim, é a empresa que mais investe em escritores nacionais, é de fácil acesso e deixa as portas abertas para publicações. Eu mesmo quase publiquei o meu primeiro livro, Chuva de Diamantes (ficção), por eles.

Será que um dia publico?

Acompanhe os próximos capítulos!

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