
Marketing político é meio importante para a criação de candidatos
Politicos investem nas redes sociais para realizar novas campanhas
A política no meio da internet é inevitável. Em ano eleitoral a maioria dos candidatos se aproveitam dessa força para se aproximar de seus eleitores e, é claro, com a ajuda do marketing digital.
Wanderley Augusto Camargo, publicitário, jornalista e coordenador do curso de publicidade e propaganda da Universidade Católica de Santos (Unisantos) e que trabalha há quase 20 anos como marqueteiro, já fez campanha para prefeito, deputado, governador e presidente (dirigindo filmes que fariam parte da campanha) em todo o Brasil. “Se os candidatos fizessem tudo o que os estrategistas de marketing pedem, eles seriam melhores políticos. Eles não cumprem o que os marqueteiros criam que são os anseios da população, baseado nas necessidades das pessoas, ou seja, isso é um problema político e não de comunicação” afirma ele.
De acordo com o marqueteiro, no cenário de caos da rede social, irá se sobressair aquele que for verdadeiro, pois quem segue ele já está o acompanhando há algum tempo. O candidato precisa entender que cada ferramenta de rede social tem sua característica, como por exemplo: facebook tem a característica de discussão, o instagram de imagem, whatsapp vem como forma de engajamento em juntar pessoas para um objetivo em comum como passeatas, carreatas, etc, o linkedin mostrar seu perfil. “Não adianta criar um storytelling para um cara novo que seja completamente falsa da realidade dele. É possível criar uma imagem para um candidato, porém não é possível criar um candidato do nada, até pode ser feito, mas não se sustenta, pois não tem origem, não tem histórico, não tem credibilidade justamente porque falta passado para ele”, completa.

O cientista político Rafael Moreira constata que as redes sociais ajudam muito os políticos na questão marketing e exposição, pois os vídeos e as fotos são editados, o que ajuda muito aqueles que não tem a naturalidade no AO VIVO.
Para o Cientista Político, os candidatos não vão ser melhores por colocar acima do que eles tem como ideologia uma estrategia de marketing que leve eles a serem eleitos ou não. “O problema está justamente em que alguns candidatos acabam adotando o que os marqueteiros falam por cálculo eleitoral, por exemplo evitar determinados termos, porque divide sua base eleitoral ou pode fazer, em ultima instancia, o candidato perder seus votos”.
Hoje as pessoas comuns têm canais. Com as redes sociais você opina, concorda, discorda e emite conteúdo. Seguidores são receptores, dependendo do número de seguidores que a pessoa tem ela atinge mais pessoas que um programa de rádio, por exemplo. O que mudou foi a inversão de poder no cenário da comunicação. Rede social não é veículo de comunicação, mas é uma ferramenta de comunicação que permite foto, imagens, texto e muita gente usa e se informa por ela o que é perigoso, pois abre espaço pra “fake news”.
Por causa das mudanças na lei eleitoral, os candidatos terão 45 dias de campanha, isto é, terá tempo limitado para aperfeiçoar seu eleitorado. Outra alteração considerada na nova lei é a apresentação da pré-candidatura. Ela é o gancho que faltava para a consolidação do trabalho ideal para a web.
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