COLUNA: Saída do Acordo de Paris pelos EUA

A decisão do presidente norte-americano Donald Trump de deixar o Acordo de Paris no início do mês de junho foi vista com pesar para a maioria dos especialistas. A consequência da saída dos Estados Unidos da América — o segundo maior país poluidor do mundo, responsável por 17,9% do total de emissões de gases poluentes no globo — do Acordo de Paris não afeta somente os norte-americanos, mas sim todo o planeta. Agora, o mundo todo paga o preço pela teimosia e negação de um presidente birrento, cujo principal objetivo ao ocupar o cargo mais importante da Casa Branca parece ser apenas chamar a atenção.

O presidente concedeu diversas entrevistas explicitando sua vontade de deixar os Estados Unidos de fora do maior acordo internacional sobre o clima da história. Após um período consideravelmente longo de ameaças, hesitação e de chamar a atenção de todo o mundo para si, Trump finalmente cumpriu a promessa feita por seu antecessor Barack Obama e deixou o acordo, afirmando que ele “não era vantajoso para os EUA”. Além dos norte-americanos, apenas Síria e Nicarágua não assinaram o documento. Outros 195 países, entre eles os maiores emissores de gases poluentes do mundo (China, Rússia, Índia e Japão), concordaram em realizar medidas para diminuir a poluição global e consequentemente o efeito estufa.

Donald Trump é conhecido, entre outras coisas, por ser um cético acerca do aquecimento global. Para o presidente norte-americano, a elevação da temperatura do planeta, o derretimento das geleiras, as cada vez mais frequentes tempestades, enchentes, tsunamis e os tornados não passam de uma falácia. Trump, ao que parece, tem arrogância o suficiente para passar por cima de especialistas — mesmo com provas científicas irrefutáveis.

Outra notícia pegou o mundo de surpresa. Na semana passada, o presidente Trump também quebrou acordo feito com Cuba no governo Obama, e pediu revisão das medidas feitas pelo governos anterior. Parece que a tática de chamar a atenção vem dando certo, assim como a de desfazer todos os acordos de paz iniciados durante o governo anterior.

Entenda o Acordo de Paris

O aquecimento global é um dos grandes problemas ambientais do século 21, se não o maior deles. As temperaturas elevadas do planeta acarretam problemas irreversíveis que podem culminar, em algum momento, com o fim da vida na Terra. Sendo assim, o Acordo de Paris foi criado em 2015, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015 (COP-21), para reduzir a emissão dos gases responsáveis (principalmente CO2, o gás carbônico) pelo efeito estufa e amenizar as consequências já existentes das mudanças climáticas globais. Assinado por 195 países, o documento prevê a limitação do aumento da temperatura média do planeta para o máximo de até 2ºC em comparação com os níveis da era pré-industrial.

Texto: Nathaly Miranda e Ana Paula Abreu

Edição: Sofia Schuck, Eduarda Endler Lopes, Isadora Assis, Michele Nascimento

Diagramação: Vitória Mollerke

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