O Ajuste Fiscal e a Avenida Paulista

Mais uma vez acontece o que todos esperavam. A Avenida Paulista se torna palco de uma das maiores manifestações de descontentamento da Classe Trabalhadora desse País. Pudera! O Governo sob a legenda do Partido dos Trabalhadores deixou o simbolismo da causa trabalhadora de lado e partiu para a causa próprias. Há quem diga que o Partido dos Trabalhadores se tornou um partido de direita, há quem diga o contrário…a resposta para essa questão está nas ruas e no descontentamento dos movimentos sociais que fazem o seu papel de lutar pela melhoria das condições que vivem.

Não há que se falar também em distanciamento dos movimentos com o Governo. Na quinta feira (13 Setembro), a Presidente Dilma Roussef se reuniu com os movimentos simpático aos Governo. A grande questão é se essa simpatia irá atingir a todos que necessitam ou somente os simpático, quer alguns digam que serão apenas para os amigos do Rei.

“Somos defensores da unidade nacional, na construção de um projeto nacional de desenvolvimento para todos e para todas. E que isso implica agora, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com arma na mão, se tentarem derrubar a presidenta”, afirmou o presidente da CUT.

Apesar das criticas a essa fala, expressando uma posição radical, o Grupos que apoiam o Governo realmente estão se organizando para fazer frente ao ajuste fiscal que cedo ou tarde assolará a grande massa da população desavisada pegos com as calças curtas.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, criticou o discurso do presidente da CUT. Segundo Marcus Vinícius, a pregação da violência e do uso de armas é lamentável e não contribui para o Brasil democrático e a paz social. Ele também disse que a OAB não vai tolerar desrespeito à ordem constitucional brasileira. Resta saber se essa justiça se estende ao desabrigado que luta por moradia ou que o mal entendo de palavras apenas, fruto do discurso de um líder sindical seria ameaça a uma população que luta com as armas que tem: Greves e manifestações.

Por um lado, grupos antigovernistas da esquerda brasileira, estão insatisfeitos com o Governo. Em entrevista a Revista Carta Capital, José Maria, líder do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), disse que deve-se romper com o governo Dilma para depois defender os trabalhadores e lutar contra a direita. E complementa “ou nós estamos contra o governo, dispostos a ajudar nossa classe a lutar para derrubá-lo, para parar de vez os seus ataques ou nós vamos estar no campo desse governo com o argumento de que nós estamos lutando contra o golpe de direita”. Radicalizando o discurso, o líder da legenda, recebeu juntamente com outros movimentos sociais no dia 18 de setembro, cerca de 15 mil manifestantes numa manifestação até a Praça da República.

A pergunta que fica é a seguinte: Será que a Avenida Paulista terá espaço para tanta gente descontente?

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