De quem é a culpa?

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Diante da estupefação de cidadãos de bem e da estupidez de cidadãos “exemplares” fica impossível não se perguntar quem é o culpado por esta barbárie.

Não, não estamos na Idade das Trevas, não usamos mais foices, tochas, ancinho e demais ferramentas agrícolas para fazer justiça… coisa de amadores. Também não nos escondemos mais atrás dos representes de uma religião dominante (e dominadora): hoje temos a indústria midiática; já superamos a necessidade dos julgamentos e confissões a base de tortura, isso definitivamente é passado. Hoje somos mais numerosos, mais eficientes e menos cruéis: não torturamos, matamos.

Nossas ações são justificadas, não são meramente motivadas pela fé, antes são uma “legítima defesa coletiva”. Essa não é a Idade das Trevas, já passamos pelo século das luzes, da energia elétrica, da informática e da informação. Nosso guia espiritual é a internet, nosso juiz, as redes sociais; somos advogados, promotores e carrascos. Não há tempo para verificação das provas, nem para argumentações (nossa vida é marcada pela pressa), checar as provas? Besteira! Reflexão? Apenas um diletantismo coçante!

Vamos à luta, fazer a justiça que o estado não faz!

Não, não estamos na Idade Media, estamos com pressa! Não há tempo para amenidades: vivemos na Era Dourada do Grotesco.

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Originally published at seexpressando.wordpress.com.

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