Marcha da Maconha em Floripa:

Jornalistas Livres
May 7, 2017 · 2 min read

PM bota terror em manifesto pacífico

Texto: Raquel Wandelli

Fotos: Estopim Coletivo

Em vários estados do Brasil a Marcha pela Legalização da Maconha foi um ato pacífico, sem ocorrência, mas em Florianópolis, a Polícia Militar de Santa Catarina fez questão de dar um show de violência contra os manifestantes. Às 19 horas, depois de trancar a passagem da marcha entre as ruas Pedro Ivo e a Felipe Schmidt, o comandante da operação resolveu o impasse partindo de próprio punho para cima de estudantes e jornalistas que cobriam a manifestação com empurrões, gás de pimenta e balas de borracha. PMs agrediram física e verbalmente a estudante de jornalismo da Unisul Bianca Taranti e o fotógrafo Ramiro Funquim, que trabalhavam para o Site Estopim Coletivo. Há relatos de que várias outras pessoas também foram feridas.

A Marcha iniciou em clima de tranquilidade às 15 horas, no Largo da Alfândega, com uma batalha de rap a respeito da liberação da droga, que já foi liberada para uso medicinal. Por volta das 18 horas, os manifestantes partiram em passeata pelas ruas do Centro. Foi no momento em que líderes da passeata tentavam negociar a liberação da passagem que a agressão física e verbal começou.

Segundo os participantes da marcha, os policiais desferiram socos e pontapés contra todos que viam pelo caminho. O jornalista Nícolas David testemunhou quando o PM esbofeteou o rosto de Bianca e Ramiro fotografou. "Nunca vi tanta violência gratuita", diz Nícolad.

"No ano passado, o mesmo manifesto transcorreu normalmente". Eles não sabem ainda o nome dos policiais porque estavam todas sem identificação, mas há várias fotos e vídeos mostrando que os comandantes da operação eram os principais agressores. A advogada popular Luzia Cabreira vai acompanhar os estudantes na abertura de Boletim de Ocorrência nesta segunda-feira e abrir processo por agressão física (vias de fato) e abuso de autoridade. Luzia lembra que nenhum policial pode agir sem identificação. "Nosso Coletivo de Advocacia Popular já solicitou o cumprimento desta obrigação várias vezes ao comando geral da PM, mas não adianta", informa.

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