Poesia - Filho da PÁTR *% & @

* Imagem ilustrativa *

Eae neguinho filho da puuta ... Da puta não; Da Pátria. 
Deixa eu resumir uma história de boa e de cara 
Que há mais de 500 anos manteve minha raça colonizada, escravizada, com uma mente subalternizada, 
Que até pela sua dita "Santa Religião" CATETIZADA 
Submissa a princípios e valores como animais domésticos, 
A realidade não Não foi encontrado na TV nem nos livros 
Por isso a REVOLUÇÃO do mesmo eu digo 
SIM! É TELEVISIONADA; 
Minha Terra explorada como uma mão de obra, 
E tem arrombado que deixou claro que além do respeito, quer me tirar cotas; 
Apesar de tudo isso sei, ainda me querem ver na universidade, 
Pois na instrução da matéria do crime me derramaram ódio e revolta 
Deram armas e drogas e fissura como oportunidade 
Pois bem, 500 anos se passaram 
Calma homem branco, calma, muita calma, 
Sei que sou denominado o negro revoltado, mas quero cobrir tua alma de Raiva quando na universidade o marginal aqui roubar tua vaga, 
Saca? Pois bem, 500 anos se passaram e solo não está mais vermelho igual África 
Cobriram de concreto pro sangue do inocente CULPADO escorrer pra vala 
Entende, 
Que não é diferente Pois teu de maioridade para abstraído pela modernidade e consumado na sociedade 
Pois bem 500 anos se passaram 
Isso mesmo com a minha voz se calar aprisionam meu corpo e não minha alma 
Pois sei que prefiro o suicídio como Dandara do que me Acorrentar no pau de arara 
Pois bem 500 anos se passaram, navio negreiro? Ah, aqui, coisas como lotados cubículos, 
Ei senhor guarda contigo meu currículo, pois quem sabe quando eu me despeguimentar como Michael Jackson minha aparência será compatível com os requisitos 
Pois bem não, que aqui de bem não tem nada, 
Saiba que não tem nem brilho Interior nativo da minha vida 
Investe na calma ah, 
Para jão aqui não tem nada bom Será nas universidades e faculdades nossa ocupação para que nossos sucessores saibam que fiz minha parte 
Se foi crime ou arte essa será nossa prestação histórica reparação 
Pois bem 500 anos se passaram sou filho de uma Diáspora de muitos outros Riu 
Que depois de estrupada já não é mais gentil 
Me amou de amor vermelho sangue e não rosa gratidão em versos à prosa 
Arrogância? Herdei dessa pátria que me pariu ... I = 32> Me amou de amor vermelho e não rosa gratidão em versos à prosa Arrogância? Herdei dessa pátria que me pariu ... I = 32> Me amou de amor vermelho e não rosa gratidão em versos à prosa Arrogância? Herdei dessa pátria que me pariu ...

Autor: J. Eduardo Moreira