Tira da Dona Isaura, do cartunista Junião. Em: http://www.juniao.com.br/dona-isaura/

Educação, assunto fora de moda, e uma sociedade deteriorada

Tudo o que têm acontecido no Brasil, desde sempre diga-se de passagem, são impactos e expressões do (baixo) valor da Educação em nossa cultura, e do sucateamento sistemático e programado da mesma.

A baixa confiança na Educação e nos Educadores em nosso país faz crescer e amadurecer, dia a dia, modelos de pensamento e comportamento passivos, alienados, signatários das sugestões diretas e indiretas das poucas pessoas que detêm os meios de produção, os poderes político e econômico, das industrias da apropriação privada do conhecimento, e finalmente, da colonialidade do saber.

Em uma sociedade que não sabe o significado de Educação, que não compreende a importância do Educador, não valoriza os professores, que não exige que seus professores sejam sobretudo Educadores para além de funcionários do estado, do município, ou da empresa, é certa a falência de uma sociabilidade de respeito às diferenças, proteção dos diretos humanos e equidade social plena.

Educação formal e Educação não-formal! Educação universitária, Educação escolar, Educação comunitária, Educação social, Educação pré-vestibular, Educação digital, Educação familiar, Educação esportiva, Educação sexual, Educação para as relações étnico-raciais.

Educação Integral.

O que é filosofia? Para quê a Educação Física? Artes?

A luta social deve acontecer nas ruas, nos lares, no trabalho, nas escolas. A luta social deve acontecer com enfrentamento, e também com Amor. Deve acontecer com debates e disputas, e também com compreensão, carinho e empatia. Precisamos pensar no pensamento, entendendo que pensamentos se constroem sobretudo a partir dos corpos que se expressam, que jogam, que brincam.

Precisamos acreditar na Educação! E, sobretudo, precisamos lutar pela Educação, construir Educação sendo, nós mesmos, Educadores em nossa casa, no trabalho, na escola, na universidade, para além dos nossos cargos formais e das nossas funções sociais. Temos que ser aquilo que não se espera de ninguem! Temos que criar novas experiências, temos que ser…

Educadores!

A falta de esperança faz deprimir, e “endurecer”, os nossos “corações”. Faz empobrecer, nossa “humanidade”. Faz-nos ser quem não somos, transforma-nos em guerreiros ao invés de Educadores na luta.

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