[Afrofuturismo] O futuro é negro — o passado e o presente também
Fábio Kabral
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Fábio Kabral, que texto lindo, obrigado por nos fortalecer e nos alimentar com tão boa comida! Penso ser importante pensarmos o Afrofuturismo dentro dos contornos que você muito bem delineia, porque tratando do Afrofuturismo, estamos tratando da nossa humanidade, do nosso tempo e espaços afrocentrados, em um processo de “religare” às nossas continuidades por vezes interrompida pelo viés do racismo e da colonialidade. Isso fica explicito no seu texto irmão.

Achei super importante os pontos que trouxe para pensarmos: Por um lado, o afrofuturismo como “…pessoas pretas, mulheres e homens, pisando firme no mundo pelo simples direito de viver como bem entendem, e de se expressarem para o universo da forma que bem desejam. E isso nós sempre fizemos e para sempre faremos, não importa a época, não importa qual nome pomposo inventem para o simples movimento que realizamos”; e, analisando também a conjuntura sócio-histórica e política “…considerando esta realidade atual de supremacia cultural, econômica e filosófica imposta pelo mundo branco, cujos movimentos ficcionais em livros, gibis, filmes e videogames são dominados majoritariamente pela ótica europeia, o esforço em romper com esse imaginário, encontrar a sua própria história através do seu próprio ponto de vista, a dedicação aos estudos da afrocentricidade, a busca pelas raízes, o foco na difusão do imaginário de inspiração africana, o desejo de ter como referência seus ancestrais africanos, o estudo das concepções filosóficas e culturais elaboradas pelos nossos, e não pelo outro, todo esse movimento em transformar o presente, recriar o passado e projeto através da nossa própria ótica”.

Incrível irmão, obrigado pela brilhante reflexão sobre a nossa própria humanidade!

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