DE (a) MAR

Quando a vi, paralisei

Caiu o véu, esqueci até o que não sei

Foi uma inundação de amor, que eu mergulhei

E na procela, eu me afoguei

Estou em um sonho que não despertei

Na linha fronteiriça, entre o aqui e o além

Minha diva dádiva me faz seu refém

Seus olhos me seguem, eu a quero como ninguém

Do modo que lhe anseio, me espera também

Aquilo que fui outrora ouve agora seu réquiem

Agora estamos a sós, nada há de nos incomodar

Nem as fabulas do marinheiro, nem o balanço do mar

Ela me ata a suas mãos, me rendo, não quero escapar

Sua presença é intensa, quanto à luz do luar

Agora somos um, deixamos de ser um par.