Microsof e LinkdIn

O quê motivou a Microsoft adquirir a LinkedIn?

Como todos já sabem, em junho de 2016 a Microsoft adquiriu a rede social LinkdIn, surpreendendo muita gente. Alguns ao ler este artigo poderão dizer: “Noticia velha!”. Tudo bem, não me importo. Até mesmo pode realmente ser notícia velha. Mas, meu intuito aqui não é dar a notícia e sim expor os motivos, que ao meu ver, conduziram a Microsoft nessa direção.

O porquê da Microsoft ter adquirido a LinkedIn, na minha visão.

Voltando bastante no tempo, mais de vinte anos, vamos a 1994. Nessa época a Microsoft já flertava com o modelo de negócio quando concebeu a MSN ( The Microsoft Network). Na época Bill Gates não acreditava muito que a internet se tornaria no que conhecemos hoje, e imperavam as BBS ( Boulletim Board System) a exemplo da AOL ( América On Line) e Compuserv. A recém-criada MSN era para ser uma espécie de rede de serviços on-line integrados, uma sementinha do que existe hoje e batizaram de Cloud Cumputing, e já tinha no seu âmago a finalidade também de agregar pessoas.

Na época, como a internet deslanchou rapidamente e a vocação desses serviços, de certa forma, se relacionavam com o modelo, eles surfaram na onda e se tornaram, compulsoriamente, provedores de internet. Inclusive a MSN.

Já nessa época, mesmo sem se falar em redes sociais, a Microsoft já flertava com o modelo quando incluiu no Windows 95 um mensageiro instantâneo, o NetMeeting. O que deixa claro que sempre teve visões estratégicas nos dois negócios paralelamente ao seu foco principal que sempre foi a produção de softwares.

Poucos anos depois o NetMeeting foi substituído pelo MSN Messenger, que futuramente foi remodelado e batizado de Windows Live Messenger. Esse serviço fez bastante sucesso e teve seu momento de auge, mas, tudo me leva a crer que a Microsoft “atirou no que viu e acertou no que não viu”. O publico do Windows Live Messenger parece não ter gerado o resultado financeiro esperado. Não sei se por não ter sido bem explorado ou se foi realmente um tiro que acertou no que não viu.

Mais tarde a Microsoft faz a aquisição do Skype e com isso “põe uma pá de cal” sobre o Windows Live Messenger, desativando-o e migrando sua base de usuários para o Skype que já era razoavelmente lucrativo e tem o público que acredito que seria o alvo quando ela “atirou” o MSN Messenger. Um público bem parecido com o público da rede LinkedIn. Ambos têm públicos com nível intelectual mais apurado, em grande parte fazem uso profissional, têm melhor poder aquisitivo, capazes de formarem opinião e de produzirem conteúdo de qualidade, e por aí vai.

A Microsoft tem um serviço de Cloud Cumputing bastante competitivo, mas ainda está praticamente restrito ao nicho corporativo e creio eu que ela quer ampliar esse leque. As principais redes sociais já estavam em mãos de quem detém a maior fatia desse público e no radar de opções a LinkedIn parece ser realmente o melhor alvo. De outro lado, com foco no mercado corporativo, a Microsoft já integrou a LinkedIn ao seu produto de CRM, o Dynamics 365. Os usuários desse produto agora passam também a receber as atualizações do LinkdIn Sales Navigator, turbinando a Microsoft frente aos seus principais concorrentes nesse nicho de mercado. A Salesforce e a Oracle. A Salesforce, percebendo a ameaça tentou bloquear a aquisição da LinkedIn pela Microsoft, no ano passado, alegando que essa aquisição prejudicaria a justa concorrência no mercado. Deu com burros n’agua.

Tudo me leva a crer que dessa vez ela “atirou no que viu e acertou, realmente, no que viu”. Creio que essa aquisição será muito boa tanto para a Microsoft como para a LinkedIn. A nós, reles mortais usuários, só nos resta usufruir dos benefícios que a LinkedIn pode nos proporcionar.

José Moraes é graduado Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Unicesumar e trabalha com tecnologia desde a década de 80. No momento atua como prestador de serviços de manutenção em computadores, implantação de sistemas e outros serviços afins.

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