O caos de tuas pernas

Pois nesse meio
De tuas pernas,
Enrolado em
Tuas mentiras,
Onde trago em 
Meu peito o
Escárnio; 
Amanso o costume
Impulsivo de teus dedos.
Vejo que o veneno
De tua boca escorre
Por entre as veias 
De minha sanidade.
E nesse amálgama
De sentimentos,
Decido me curvar diante
De teu gozo, 
Aceitar que o tempo
Cruze tua saia 
E atravesse tuas coxas,
Levando o ardente
Toque de tua boca
Num vento anacrônico
Que entrelaça nossos
Olhos nesse rio turvo
Que é te amar na mesma
Proporção do meu ódio.