Jovens x Leitura

Logo que a tecnologia começou a ficar mais presente entres os jovens e essa relação foi ficando cada vez mais estreita, havia comentários de que os jovens não liam ou não se interessavam por nada. E essa meia verdade, virou regra para o dito popular. Foi então que decidimos trazer essa pauta a tona, e ver realmente o que se acontece na rotina dos jovens. Fomos até a Feira do Livro de Porto Alegre, que sempre acontece nas duas últimas semanas de Outubro, para entendermos porque o jovem não lia.

De acordo com a Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, entidade mantida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) em 2015, o número de leitores brasileiros aumentou 6% em relação a 2011, que era 50% passando para 56% no ano da pesquisa. Para o Ibope, o leitor se configura como quem leu inteiro ou em partes um livro, nos últimos três meses, e um não leitor, quem não leu nada nos últimos três meses, mesmo que tenha lido nos últimos doze meses.

Essa sensação de não leitura realmente tem fundamentos, pela falta de declaração dos leitores em dizer o que realmente leem. Essa sensação se deve também pela diminuição da venda de livros, pela falta de procura do livros considerados de qualidade, os tradicionais que são as leituras consideradas fundamentais na formação de um leitor.

Saindo então, a procura deste entendimento, o Focas precisava ouvir dos jovens o porquê dessa falta de interesse pela leitura. Foi então que descobrimos que o jovem lê, e talvez seja uma das gerações que mais lê, mas que ganhou esse título de não leitor, pelo fato de não ler o que é esperado. O jovem e todos nós, estamos sempre lendo, sempre exercitando a leitura. Claro, que a maioria dos textos que lemos talvez não tenha tanta qualidade. Mas quando se abre um artigo, por exemplo nas redes sociais, estamos sempre em constante reflexão e não podemos ignorar esse fato. “Talvez ler um livro a cada dois meses, para um jovem no início de sua vida intelectual, não seja tão encantador quanto ler uma simples frase e levar isso a uma discussão, a um debate de algum tema. Talvez esse seja o caminho, conquistar o jovem de uma outra maneira, e não impondo a leitura a ele.” comenta a representante da Secretária de Educação, Maria do Carmo.

Consideramos então que ler não se trata apenas de consumir no mínimo cinco livros ao ano. Ler é uma atividade que precisa ser prazerosa, e deve haver um sentido para que esse habito evolua, talvez, para uma leitura rotineira. Algo muito importante também nessa cultura é dar exemplo, essencialmente para as crianças, nunca esquecendo de direcionar os interesses.

Confira aqui a nossa matéria na Feira do Livro de Porto Alegre:

http://migre.me/vX4lL

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