cypher

Josimar Oliveira
Sep 1, 2018 · 2 min read

Nada. Eu até gosto de ser esse nada. Sem reprovação, sem aprovação. Low energy. É como plutão tentando ser um planeta. Mas sou nada e é nesse nada que eu to nascendo. Voce diz que não é nada e eu te repreendo porque eu sei o que é se sentir assim. Não ser bom em nada, mediocridade em tudo. E por mais que voce caminhe em direção a algo aquilo parece estar sempre longe. Por um lado é bom porque seu ego também não infla mas por outro é ruim porque você fica parecendo um vagabundo desempregado que escreve umas bobagens porque nao quer trabalhar. No mais, tento me desfazer de todas as mascaras qu encontro no espelho e para fazer isso só nesse estado de nada. Não ser percebido por ninguém nos dá certa liberdade. Porque queremos aprovação? Porque nos importamos com opinião? Agora escrevendo esse texto, deixo cair essa mascara que já não me pertence mais. Os mediocres que me perdoem porque eu também sou mediocre. Embora esteja ocorrendo um zilhão de coisas dentro de mim, me sinto perdido num paraíso nilista. Os planos que não dão certo quebra a gente man. Uma coisa que aprendi na logistica foi improvisar perante a vida. Mas esse improviso também quer dizer que se está no limite e novamente eu volto ao meu signo que só quer estabilidade e conforto. Mas eu não sou o meu signo. Então o que que eu sou? Nada, sou um nada. Mas um perfil falando besteira em um site vazio dentro da madrugada. Eu nunca vou saber que voces estão lendo isso e isso é a prova de que sou nada. Me disseram: impacto, arte tem que ter impacto! Mas só no dia em que eu perder mais essa mascara é que eu posso dizer que estou fazendo algo que preste.