azedume político

Eu nunca gostei da parte romântica do futebol, da algazarra, dessas pessoas que se regojizam gritando empoleiradas umas nas outras. Ironicamente, nasci num país em que a curva de normalidade se comporta assim. E quem dera fosse apenas futebol, política, religião e até mesmo ciência se comportam assim. Somos mentes férteis para conspiração, maniqueísmo, metateorias e relativismo. Se vislumbrarmos qualquer fagulha de um país melhor, tratamos de assassiná-la com nossos preciosismos religiosos. Somos muito bons em gritar e mandar. E como bem diz um velho “meme”, o Brazil é dedo no cu e gritaria, o chato nessa estória sou eu.

Entendo bem que vocês tenham políticos de estimação e ideologias pré-púberes que defendem religiosamente, mas para me convencer de alguma coisa, ou convencer qualquer pessoa de alguma coisa, deveriam precisar de muito mais que simplesmente acusar de “comunista”, “reaça” ou “isentão”. É que de burrice passo longe, então jamais apoiaria qualquer tipo de imbecil autoritário e histriônico, independente do lado no espectro ou de que promessa vazia ele venha a fazer. E penso que não são poucas as pessoas que pensam assim. Porém, se vocês querem viver suas vidas como as putas grátis de alguém, quem sou eu para criticar? Só não achei meu cérebro no lixo. Só penso que muita gente não achou o cérebro no lixo e, justamente por isso, vocês tentam tirar a liberdade de ser de quem tenta não fazer parte disso.

Mais que “pinto pequeno”, eu tenho uma paciência pequena. Uma existência pequena. Não tenho saco para tanto proselitismo. Eu sou avesso a gritaria.